Internacional Socialista, Partido Socialista Europeu e Aliança Progressista reúnem-se durante dois dias em Barcelona dirigentes de todo o mundo para coordenar ações e partilhar experiências num momento de avanço da direita e da extrema-direita.
As três organizações multinacionais de partidos sociais-democratas juntam-se na Mobilização Global Progressista (GPM, na sigla em inglês), em Barcelona, Espanha, esta sexta-feira e no sábado.
Pretendem que o encontro seja um ponto de partida e o primeiro de “um trajeto a longo prazo para construir uma cooperação duradoura e uma capacidade partilhada entre as forças progressistas de todo o mundo”.
Quando “o mundo enfrenta uma conjuntura difícil”, é preciso dar visibilidade e sublinhar a “alternativa às forças conservadoras e de extrema-direita”, “facilitando a sinergia e o alinhamento entre os atores globais de centro-esquerda”, disse a organização do encontro, em informações partilhadas com os jornalistas.
O objetivo é contrapor, à agenda da direta e extrema-direita, outra que tem no centro a defesa da democracia, a igualdade, a justiça social, as políticas ambientais, o feminismo e a paz, acrescentaram fontes da organização.
As mesmas fontes avançaram que a união e alinhamento de forças de centro-esquerda mundiais começaram a ser pensados depois do resultado das últimas eleições europeias, de junho de 2024, quando a extrema-direita e o populismo de direita voltaram a aumentar a representação no parlamento comunitário.
Publicamente, a ideia foi apresentada pelo primeiro-ministro espanhol e atual presidente da Internacional Socialista, Pedro Sánchez, e pelo líder do Partido Socialista Europeu (PSE) o sueco Stefan Lofven, no último congresso desta organização, em Amesterdão, em outubro de 2025.
Uniu-se depois a Aliança Progressista, uma plataforma de partidos de centro-esquerda criada em 2013.
A organização indicou que vão estar em Barcelona, na sexta-feira e no sábado, mais de 3.000 pessoas e representantes de mais de 100 partidos de todo o mundo, incluindo chefes de Estado e de Governo, como o brasileiro, Luis Inácio Lula da Silva, o sul-africano, Cyril Ramaphosa, o colombiano, Gustavo Petro, a mexicana, Claudia Sheinbaum, ou o uruguaio, Yamandú Orsi, além do anfitrião, Pedro Sánchez.
O presidente do Conselho Europeu e ex-primeiro ministro de Portugal, António Costa, é outra das presenças confirmadas, assim como a do líder do Partido Socialista português, José Luís Carneiro.
A organização destacou também a presença de uma delegação do Partido Democrata dos EUA e a participação, por videoconferência, do presidente da câmara de Nova Iorque, Zohran Mamdani.
A Mobilização Global Progressista abre na sexta-feira, com seminários, e prossegue no sábado, com uma sessão plenária com “discursos dos líderes globais” para “traduzir os valores partilhados numa ação coordenada para o futuro”.
Esta sessão será encerrada por Pedro Sánchez e Lula da Silva e do encontro vão sair conclusões e, disseram as fontes da organização, uma declaração final baseada em quatro eixos de ação: democracia, igualdade, ambiente e inteligência artificial e transformação digital.






