Estados Unidos iniciam cobrança de novas tarifas a partir deste sábado: 10% sobre todas as importações

A partir deste sábado, entra em vigor uma medida histórica que vai afetar a economia global: os Estados Unidos implementam a partir desta madrugada é aplicada uma tarifa de 10% sobre todas as importações que entrarem no país.

Pedro Gonçalves

A partir deste sábado, entra em vigor uma medida histórica que vai afetar a economia global: os Estados Unidos implementam a partir desta madrugada é aplicada uma tarifa de 10% sobre todas as importações que entrarem no país. A decisão faz parte de uma série de novas políticas comerciais anunciadas pelo presidente Donald Trump, com o objetivo de gerar biliões de dólares para o governo federal e alterar a dinâmica do comércio internacional.

Esta medida, que Trump descreveu como “o dia da libertação”, aquando do anúncio das tarifas, na quarta-feira, marca uma nova fase nas relações comerciais do país, com tarifas generalizadas e mais altas sobre produtos de diversas origens. O impacto desta decisão será significativo, não só para os Estados Unidos, mas também para vários países e blocos económicos, que enfrentarão novas sobretaxas sobre as suas exportações.

Além da tarifa de 10% aplicada a todas as importações, o governo dos EUA anunciou que, a partir do dia 9 de abril, serão aplicadas sobretaxas adicionais a vários países. Estes impostos serão mais elevados para nações que os Estados Unidos consideram ter políticas comerciais desfavoráveis ou hostis, como é o caso da China, da União Europeia e de outros parceiros comerciais.

A China, por exemplo, verá uma sobretaxa de 34% sobre suas exportações para os EUA, que se somará às tarifas de 20% já em vigor desde fevereiro. Este aumento nas tarifas representa um golpe significativo para o comércio bilateral entre os dois países, especialmente no que diz respeito aos setores de automóveis e metais, que já enfrentam tarifas elevadas. Para a União Europeia, a tarifa será de 20%, enquanto o Vietname, o Japão, a Índia e a Suíça terão tarifas de 46%, 24%, 26% e 31%, respetivamente.

Esta série de medidas visa aumentar a pressão sobre os países que, segundo Trump, praticam práticas comerciais desleais ou que prejudicam a competitividade da economia americana. O presidente republicano também reforçou que a sua intenção é gerar uma quantidade significativa de receita para os cofres do governo dos Estados Unidos, com a previsão de que essas novas tarifas possam render centenas de bilhões de dólares por ano.

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Impacto nos setores e produtos específicos
Em um movimento separado, Trump também anunciou um decreto que elimina a isenção de impostos sobre pequenos pacotes provenientes da China. Esta medida visa combater o crescimento de gigantes do comércio eletrónico, como Shein e Temu, que se beneficiaram das isenções para expandir suas operações nos Estados Unidos, oferecendo produtos a preços baixos. A eliminação da isenção visa reduzir essa vantagem competitiva, que, segundo o governo, tem prejudicado as empresas locais.

Além disso, o governo dos EUA já havia imposto anteriormente uma tarifa de 25% sobre as importações de aço e alumínio, medida que será ampliada, com novas sobretaxas a partir de sexta-feira. As latas de cerveja de alumínio, por exemplo, terão que pagar uma tarifa adicional de 25%. A partir de amanhã, 6 de abril, os automóveis e seus componentes importados também estarão sujeitos a uma taxa adicional de 25%.

A medida é vista como parte da estratégia de Trump para reverter o que considera ser um desequilíbrio nas relações comerciais dos Estados Unidos, especialmente em relação a países que, segundo o governo americano, se beneficiam de práticas comerciais prejudiciais aos interesses económicos dos EUA.

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Exceções e regimes especiais para alguns países
Os países vizinhos do Canadá e do México, que fazem parte do Acordo de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC), terão um regime especial, com tarifas de 25% para a maioria dos produtos importados, mas com exceção para aqueles incluídos no acordo comercial. O Canadá, por exemplo, terá uma tarifa de 10% para os hidrocarbonetos, enquanto os produtos provenientes do México seguirão o regime do T-MEC, com algumas exceções.

Embora a medida anunciada seja abrangente, Trump deixou claro que outros setores ainda podem ser alvo de novas tarifas no futuro. O presidente dos EUA mencionou que os produtos relacionados à madeira para construção, cobre, semicondutores e produtos farmacêuticos podem entrar na mira do governo, caso se considerem necessários para proteger a economia americana.

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