Próximo Governo tem “obrigação” de respeitar acordo de salários, garante ministra

Maria do Rosário Palma Ramalho destacou a “grande abertura” do Governo para com os parceiros sociais em concertação social

Executive Digest com Lusa

A ministra do Trabalho admitiu hoje que a queda do Governo ditou que algumas medidas “estruturais” não fossem discutidas em concertação social e vincou que é uma “obrigação” do futuro executivo respeitar o acordo de valorização salarial assinado.

“O Governo traduziu fielmente os compromissos” assumidos no acordo tripartido de valorização salarial e crescimento económico 2025-2028, que foi assinado em outubro, sublinhou a ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, naquela que foi a última reunião de concertação social antes das eleições antecipadas marcadas para 18 de maio, referindo, no entanto, que a crise política ditou que ficassem “de fora” alguns “aspetos mais estruturais”.

“Mas o trabalho fica feito e, portanto, caberá ao próximo governo retomar”, disse, sublinhando que considera que neste ano de governação, o executivo “fez até bastante mais do que era antecipável”.

Maria do Rosário Palma Ramalho destacou a “grande abertura” do Governo para com os parceiros sociais em concertação social, que permitiu trazer “para a mesa das negociações a CIP [Confederação Empresarial de Portugal], que não tinha assinado o acordo anterior” e que assinou o atual, bem como os “vários grupos de trabalho” que foram criados e que têm “vindo a trabalhar matérias muito importantes”.

A governante admite, no entanto, que há “matérias estruturais” em que o Governo estava “a trabalhar” e que ainda seriam discutidas em concertação social, que “incluem legislação laboral, modernização administrativa, estatutos dos benefícios fiscais, formação profissional, segurança de saúde do trabalho”.

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Maria do Rosário Palma Ramalho disse ainda esperar que o próximo Governo respeite o acordo de valorização salarial e crescimento económico 2025-2028 assinado em outubro, lembrando que o atual executivo “continuou a implementar as medidas decorrentes dos dois acordos que tinham sido celebrados anteriormente” pelo governo de António Costa.

“Não é uma opção. É mesmo uma obrigação”, vincou, sublinhou referindo que “estes acordos vinculam o Governo de Portugal”.

Esta é também uma preocupação manifestada tanto pelas confederações empresariais como pelas centrais sindicais.

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