De AD para AD Coligação PSD/CDS: partidos do Governo avançam com novo nome após travão do Tribunal Constitucional

Hugo Soares apresentou o novo nome da coligação que vai disputar as eleições legislativas de 18 de maio

Francisco Laranjeira

Hugo Soares, secretário-geral do PSD, apresentou esta quarta-feira a nova sigla da coligação que vai submeter-se a eleições legislativas, a 18 de maio: em vez da AD, poderá surgir nos boletins de voto a sigla ‘AD – Coligação PSD/CDS”.

Ladeado pelo secretário-geral do CDS-PP, Pedro Morais Soares, o anúncio foi feito por Hugo Soares, em conferência de imprensa na sede nacional do PSD, dois dias depois de o Tribunal Constitucional ter recusado a denominação “AD – Aliança Democrática – PSD/CDS” para as legislativas.

“Escolhemos para a nossa candidatura um nome conhecido”, apontou o responsável político. “Obedece a critérios jurídicos para que possa ser aceite pelo Tribunal Constitucional, e para que a coligação possa ir a votos com um nome que é conhecida pelos portugueses, cumprindo todos os requisitos de respeito pela memória de todas as anteriores coligações. Fica claramente expresso que é uma coligação apenas do PSD e CDS.”

“A nossa escolha teve por base critérios políticos e jurídicos, segundo o acórdão do Tribunal Constitucional. O nome que propomos respeita os critérios do tribunal. Não há por isso nenhuma confusão e é absolutamente distintivo de qualquer elemento usado no passado”, reforçou.

Questionado se não teme novo ‘chumbo’ do TC, a poucos dias do prazo limite de entrega das listas (na próxima segunda-feira), Hugo Soares disse o acórdão foi “estudado com juristas” para que não haja qualquer confusão com a referência “por extenso à Aliança Democrática”.

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“Em 1992, nos Açores, o CDS e PPM usaram na coligação Aliança Democrática sem o PSD. Não se recordarão de qualquer lamúria do PSD. E também não houve nesse altura qualquer objeção do Tribunal Constitucional”, reforçou Hugo Soares. “O apelo que faço aos portugueses é que a 18 de maio distingam bem a coligação AD – Coligação PSD/CDS com o ADN”, apontou Hugo Soares.

PSD e CDS-PP vão reunir esta noite os Conselhos Nacionais dos dois partidos para aprovar o novo nome para a coligação, pelas 21 horas (os sociais-democratas por videoconferência e os democratas-cristãos presencialmente).

As convocatórias são idênticas e têm um único ponto: “Aprovação da denominação da Coligação Eleitoral para as eleições legislativas de 18 de maio de 2025”.

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Há uma semana, os órgãos máximos dos dois partidos já tinham aprovado esta coligação pré-eleitoral que, ao contrário do que aconteceu em 2024 para as legislativas e europeias, não incluirá o PPM por desacordo sobre lugares.

Esta segunda-feira, foi conhecida a decisão do Tribunal Constitucional (TC) de recusar a denominação proposta por considerar que poderia induzir os eleitores em erro, dada a “proximidade temporal entre atos legislativos, de cerca de um ano”, bem como a repetição, na íntegra, da designação Aliança Democrática, mas sem os mesmos protagonistas.

Segundo o TC, haveria o risco de “os eleitores poderem ser levados a pensar não existir qualquer diferença entre” a Aliança Democrática que venceu as eleições em 2024 e a coligação que concorre este ano, “pois o elemento distintivo na designação em apreço – PSD/CDS – não se afigura suficiente para afastar a existência deste risco”.

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/nao-foi-so-a-ad-outros-casos-em-que-os-nomes-e-siglas-de-partidos-foram-travados-pelo-constitucional/

https://executivedigest.sapo.pt/noticias/legislativas-ppm-avanca-para-o-tribunal-constitucional-para-contestar-coligacao-ad/

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