A integração entre crédito, pagamentos e serviços digitais está a redefinir a relação dos consumidores com o sector financeiro.
Num sector financeiro em acelerada transformação, marcado pela convergência entre bancos, fintechs e plataformas digitais, a Cofidis tem vindo a reforçar o seu posicionamento enquanto operador especializado, mas com uma proposta cada vez mais abrangente. Ao fim de 30 anos de actividade em Portugal, a empresa procura afirmar-se como um parceiro financeiro relevante no quotidiano dos consumidores, ajustando-se a um ecossistema onde a tecnologia, a experiência e a confiança se tornaram indissociáveis.
Essa evolução traduz-se numa estratégia centrada na utilidade prática das soluções e na capacidade de responder a diferentes momentos da vida financeira. Como explica Martta Oliveira, directora de Marketing e Clientes da Cofidis Portugal, «a Cofidis posiciona-se como um operador financeiro especializado, com uma proposta cada vez mais integrada e orientada para a utilidade real na vida das pessoas». Num contexto em que os modelos tradicionais se diluem e as fronteiras entre actores se esbatem, a responsável sublinha que «a evolução do sector reforça a importância de modelos que conciliem eficiência tecnológica com proximidade e confiança».
A adaptação a este novo paradigma tem implicado uma transformação progressiva do modelo de negócio, particularmente ao sonível da integração entre crédito, pagamentos e serviços digitais. A experiência financeira deixou de ser fragmentada e passou a estar integrada na própria jornada de consumo, exigindo soluções mais simples e disponíveis em tempo real. «O cliente procura hoje soluções mais simples, disponíveis no contexto da sua jornada de consumo e ajustadas ao seu ritmo de vida», refere Martta Oliveira, enquadrando a aposta da empresa numa lógica omnicanal que combina diferentes pontos de contacto e momentos de decisão.
Este movimento tem sido acompanhado por uma diversificação da oferta e por um investimento contínuo na criação de experiências mais fluidas e consistentes. A integração entre produtos financeiros e serviços digitais permite à Cofidis reforçar a sua relevância num mercado cada vez mais competitivo, onde a conveniência e a personalização são factores determinantes na escolha dos consumidores.
No centro desta transformação está o investimento tecnológico, orientado para a simplificação e aceleração dos processos. A digitalização das jornadas de contratação, a automatização de tarefas operacionais e o desenvolvimento de plataformas capazes de suportar decisões rápidas e informadas são hoje prioridades estratégicas. «O principal foco de investimento está na simplificação e aceleração dos processos, garantindo simultaneamente maior personalização e segurança », explica a responsável, acrescentando que «o objectivo é reduzir fricção ao longo da experiência e reforçar a confiança do cliente».
A análise de dados assume neste contexto um papel cada vez mais relevante. A sua aplicação permite melhorar a avaliação de risco, reforçar os mecanismos de prevenção de fraude e antecipar necessidades dos clientes, contribuindo para uma maior eficácia na tomada de decisão. Ainda assim, a Cofidis procura enquadrar estas tecnologias dentro de princípios rigorosos. «A tecnologia deve criar valor e simplificar processos, mas nunca substituir o aconselhamento humano ou comprometer a relação de confiança», afirma Martta Oliveira, sublinhando que a transparência, a ética, a segurança e a protecção do consumidor são critérios essenciais na sua utilização.
A integração de soluções financeiras em contextos de compra, nomeadamente através de modelos de financiamento diferido, constitui outra das tendências estruturais do mercado. O crescimento das finanças incorporadas e de soluções como o pagamento fraccionado reflecte uma mudança no comportamento dos consumidores, que procuram maior flexibilidade e controlo na gestão do orçamento. Este movimento está a redefinir o papel do crédito ao consumo e a exigir novas abordagens ao nível da experiência e da responsabilidade.
«A evolução das soluções de pagamento fraccionado deve ser analisada numa perspectiva de equilíbrio entre conveniência e sustentabilidade », defende Martta Oliveira, num enquadramento em que a regulação europeia se torna progressivamente mais exigente, reforçando aspectos como a avaliação de solvabilidade, a clareza da informação e a protecção ao longo de todo o ciclo de vida do crédito.
Neste cenário, as parcerias assumem um papel central na estratégia de inovação e crescimento. A colaboração com retalhistas e plataformas digitais permite acelerar o desenvolvimento de soluções, ampliar a presença em novos contextos de consumo e criar experiências mais integradas para clientes e parceiros. Esta lógica de colaboração combina a experiência da Cofidis no crédito responsável e na gestão de relações de longo prazo com a agilidade e especialização tecnológica de novos intervenientes.
Apesar da crescente digitalização, a empresa mantém uma visão clara sobre a importância da proximidade. Em vez de optar por um modelo exclusivamente digital, a Cofidis aposta numa integração inteligente entre tecnologia e contacto humano, reconhecendo que os clientes valorizam autonomia, mas continuam a procurar aconselhamento nos momentos mais relevantes. «O futuro não passa por uma escolha entre digital e proximidade, mas pela integração inteligente destas dimensões», afirma Martta Oliveira, destacando a importância de um modelo em que cada cliente pode escolher como quer interagir.
A evolução tecnológica decorre, contudo, num enquadramento altamente regulado, onde a inovação tem de coexistir com exigências rigorosas de compliance, protecção de dados e supervisão. Na Cofidis, cada desenvolvimento é acompanhado por processos de governação e controlo que garantem transparência, segurança e conformidade legal. A tecnologia surge como um instrumento de apoio à decisão, contribuindo para tornar os processos mais simples e eficientes, sem substituir a dimensão relacional.
A literacia financeira assume igualmente um papel estruturante nesta estratégia, sobretudo num contexto em que a digitalização pode acentuar desigualdades no acesso à informação. A empresa tem vindo a investir em iniciativas que procuram tornar a informação financeira mais clara e acessível, contribuindo para decisões mais informadas. Projectos como o Contas Connosco, uma plataforma digital com conteúdos pedagógicos sobre gestão financeira pessoal, ou o Cofidis Traduz, que simplifica conceitos e desmistifica a linguagem associada ao crédito, são exemplos concretos desse compromisso. «O objectivo é garantir que a inovação tecnológica não cria barreiras, mas antes contribui para um sistema financeiro mais inclusivo e transparente », sublinha a responsável.
Num contexto económico exigente, a Cofidis tem ajustado a sua oferta com foco na flexibilidade e na adequação às diferentes realidades financeiras dos clientes. Isso traduz- se em propostas mais personalizadas, maior transparência nas condições e um acompanhamento próximo ao longo de todo o ciclo de vida do crédito. Paralelamente, mantém uma abordagem prudente na gestão de risco, procurando equilibrar a concretização de projectos pessoais com a sustentabilidade financeira das famílias e da própria organização.
Olhando para o futuro, o sector do crédito ao consumo deverá continuar a evoluir no sentido de uma maior integração com meios de pagamento e plataformas digitais, de uma personalização crescente baseada em dados e de um reforço das exigências regulatórias. Neste cenário, a Cofidis pretende consolidar o seu papel como parceira financeira próxima e responsável, acompanhando os clientes ao longo das suas decisões. «A ambição passa por continuar a desenvolver soluções úteis e inovadoras, que combinem eficiência digital com acompanhamento humano», conclui Martta Oliveira, apontando para um ecossistema financeiro mais claro, sustentável e centrado nas pessoas.
Este artigo faz parte do Caderno Especial “Banca e Fintechs”, publicado na edição de Março (n.º 240) da Executive Digest.




