Durante as últimas semanas, o presidente Donald Trump garantiu que iria impor uma série de novas tarifas sobre importações de outros países esta quarta-feira, considerando-o mesmo o “Dia da Libertação”. Mas o que significa?
“Durante décadas, fomos roubados e abusados por todas as nações do mundo, tanto amigas como inimigas”, indicou o presidente americano num post no ‘Truth Social’. “Agora é finalmente a hora dos bons e velhos EUA receberem um pouco desse dinheiro e respeito de volta.”
Esta quarta-feira, Donald Trump deve anunciar os seus planos para “tarifas recíprocas”, nas quais os EUA vão passar a cobrar o mesmo imposto de importação sobre produtos na mesma medida que outros países cobram sobre os bens americanos para os deles, ao mesmo tempo que compensam outras barreiras comerciais, como requisitos regulatórios que dificultam a entrada de exportações americanas em outras nações.
Como foi possível ver-se nas recentes tarifas de 25% da Casa Branca sobre o Canadá e México – atualmente suspensas até esta quarta-feira, a imposição de impostos aos vizinhos e parceiros comerciais aumentou o medo nos mercados, fazendo-os baixar conforme se aproximam as guerras comerciais com alguns dos principais aliados e parceiros comerciais.
No entanto, Trump indicou que o tamanho e a abrangência das tarifas podem não ser tão extensas como pode levar a crer a sua retórica. Recentemente, Trump indicou que uma política de tarifas recíprocas em “todos os países” seria “muito branda”, salientando: “Eu não mudo. Mas a palavra flexibilidade é uma palavra importante.”
O que se sabe é que o objetivo é aplicar uma ampla gama de tarifas a países com os quais os EUA têm grandes desequilíbrios comerciais. São eles: Alemanha, Irlanda, Itália, Vietname, Japão, Taiwan e, claro, a China, informou a ‘CBS News’.
Segundo o secretário do Tesouro americano, Scott Bessent’, a “2 de abril, iremos produzir uma lista de tarifas de outros países” com a expectativa que possam reverter as suas. Caso contrário, “iremos erguer o muro tarifário para proteger a nossa economia, proteger os nossos trabalhadores e proteger as nossas indústrias”.
Pouco se sabe sobre os detalhes de quem ou o quê está na lista, mas sabe-se que Trump espera alcançar três objetivos através do seu “Plano Justo e Recíproco”: aumentar os empregos na indústria americana; diminuir o déficit comercial de 1.200 mil milhões de dólares; ganhar vantagem sobre os parceiros comerciais.
Na semana passada, Trump disse que as tarifas recíprocas planeadas para esta quarta-feira “podem dar um descanso a muitos países”, confirmando que anunciará tarifas sobre automóveis, semicondutores e madeira “no futuro”.
Muitos críticos disseram que esse pacote de tarifas provavelmente resultará em custos maiores para os americanos, que provavelmente pagarão a conta, já que as empresas aumentarão os preços e vão repassá-los aos consumidores. As tarifas do “Dia da Libertação” podem entrar em vigor no mesmo dia, o que daria às empresas pouco tempo para se adaptarem, com Trump prever que a economia precisará de um período de “ajuste”.














