Número de lobos aumenta 60% na Europa em apenas uma década, revela estudo

De acordo com um estudo liderado pela Universidade Sueca de Ciências Agrárias, publicado na revista PLOS Sustainability and Transformation, as políticas de conservação têm impulsionado a recuperação dos lobos (Canis lupus) na Europa nas últimas décadas

Executive Digest com Lusa
Março 18, 2025
8:38

As populações de lobos na Europa aumentaram quase 60% numa década, ao mesmo tempo que as grandes populações de carnívoros estão a diminuir em todo o mundo.

De acordo com um estudo liderado pela Universidade Sueca de Ciências Agrárias, publicado na revista PLOS Sustainability and Transformation, as políticas de conservação têm impulsionado a recuperação dos lobos (Canis lupus) na Europa nas últimas décadas.



Para compreender as tendências populacionais atuais, os investigadores recolheram dados sobre o número de lobos em 34 países europeus.

Descobriram que, em 2022, pelo menos 21.500 lobos viveriam na Europa, um aumento de 58% em relação à população estimada de 12.000 uma década antes.

Na maioria dos países analisados, as populações de lobos estavam a aumentar, com apenas três países a reportarem declínios na década anterior.

Os investigadores analisaram também as causas dos conflitos entre humanos e lobos, como a morte de gado.

Estimaram que, na União Europeia, os lobos matavam 56.000 animais domésticos por ano, de uma população total de gado de 279 milhões.

Embora o risco varie entre países, em média, o gado tinha 0,02% de probabilidades de ser morto por lobos a cada ano.

Compensar os criadores de gado por estas perdas custa aos países europeus 17 milhões de euros anuais.

No entanto, os lobos também podem ter impactos económicos positivos, como a redução de acidentes de trânsito e de danos nas culturas florestais através do controlo das populações de veados selvagens. No entanto, não havia dados suficientes disponíveis para quantificar estes benefícios.

Considerando a grande população humana da Europa e a ampla alteração da paisagem para a agricultura, indústria e urbanização, a rápida recuperação dos lobos na última década realça a sua extraordinária adaptabilidade, refere o estudo.

À medida que os conservacionistas deixam de salvar as populações ameaçadas e passam a manter uma recuperação bem-sucedida, o desafio será adaptar as políticas nacionais e internacionais para garantir que os humanos e os lobos possam coexistir de forma sustentável a longo prazo, destacaram os autores.

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