O preço do bacalhau graúdo atingiu em fevereiro deste ano o valor mais elevado desde que a DECO PROteste começou a monitorizar o cabaz alimentar. No dia 25 de fevereiro, esta variedade de peixe custava 17,24 euros por quilo, quando há quatro anos, a 5 de janeiro de 2022, custava 10,60 euros por quilo. A subida corresponde a um aumento de 6,64 euros por quilo, ou 62,67%.
A diferença reflete-se também no poder de compra dos consumidores. Atualmente, com um orçamento de 50 euros, é possível comprar apenas 2,9 quilos de bacalhau graúdo. Em 2022, o mesmo valor permitia adquirir 4,7 quilos.
O aumento dos preços não se limita ao bacalhau. Nos últimos quatro anos, o cabaz alimentar de 63 bens essenciais monitorizado pela DECO PROteste encareceu 65,49 euros, o que representa uma subida de 34,89%.
Para avaliar a evolução do preço do peixe, a associação analisou o custo médio de oito variedades — bacalhau graúdo, dourada, salmão, pescada fresca, carapau, peixe-espada-preto, robalo e perca — com base nos valores recolhidos semanalmente nas lojas online incluídas no simulador da organização.
No início de 2022, comprar um quilo de cada uma destas oito variedades custava 66,72 euros. No final de fevereiro de 2026, o mesmo cabaz passou a custar 92,35 euros, o que representa um aumento de 38,42%.
Também aqui o impacto no orçamento das famílias é evidente. Com 50 euros, um consumidor consegue atualmente comprar apenas 4,32 quilos destas oito variedades de peixe. Há quatro anos, o mesmo valor permitia adquirir 6 quilos.
Entre as variedades analisadas, o peixe-espada-preto foi o que registou a maior subida percentual. O preço passou de 6,82 euros por quilo em 2022 para 12,12 euros em fevereiro de 2026, uma subida de 77,86%.
A dourada também registou uma subida significativa. Há quatro anos custava 6,25 euros por quilo e no final de fevereiro deste ano atingiu 9,35 euros, um aumento de 49,63%.
Apesar das subidas generalizadas, o carapau continua a ser a variedade mais acessível entre as oito analisadas. Ainda assim, o preço também subiu ao longo dos últimos quatro anos, passando de 4,43 euros por quilo em 2022 para 5,01 euros em 2026, o que corresponde a um aumento de 13,19%.
Para ajudar os consumidores a reduzir a fatura das compras, a DECO PROteste recomenda a utilização do simulador Saber Poupar, que permite comparar diariamente os preços do cabaz alimentar nas várias cadeias de distribuição. A ferramenta possibilita pesquisar por distrito ou concelho e selecionar os produtos que fazem parte das compras habituais das famílias.




