A rápida ascensão da Inteligência Artificial (IA) e a sua incrível adoção no dia a dia está a criar sentimentos mistos no setor: embora as empresas estejam cada vez mais a adotar esta tecnologia, há cada vez mais especialistas e investigadores a alertar que se deve ter cuidado com o caminho que estamos a tomar.
Neste campo há dois lados de aviso: um, protagonizado pelo “padrinho da IA” Geoffrey Hinton ou Ilya Sutskever, cofundador do ChatGPT, que apontaram que a IA vai significar que, pela primeira vez, vamos enfrentar seres mais inteligentes do que nós, o que nunca aconteceu. “Vão-nos tratar como tratamos os animais”, garantiu Sutskever.
O outro, mais próximo e mais realista, preocupa cada vez mais as pessoas: o facto de que a IA vai começar a substituir os trabalhadores. Bill Gates, fundador do Microsoft, avisou que “a maioria das coisas” vai envolver a IA, e iremos vê-la em cada vez mais tarefas.
“Na era em que estamos a entrar, a inteligência é rara. Na próxima década, com a IA, será gratuito e comum: um ótimo conselho médico, uma excelente mentoria. É profundo porque resolve todos estes problemas específicos, como o facto de não termos médicos suficientes ou profissionais de saúde mental. Mas isso traz muitas mudanças”, indicou.
Embora tenha reconhecido que haverá tarefas que não serão afetadas – por exemplo, ressaltou que “ninguém vai querer ver uma IA a jogar basebol”, em termos gerais os humanos não serão mais necessários para muitas tarefas, que vão desde cultivo, logística, armazenamento ou produção em massa.




