Covid-19: Indústria Farmacêutica está a desenvolver 30 medicamentos e quatro vacinas

A informação foi avançada pela Farmaindustria que diz já existirem 30 medicamentos antivirais, em vias de ser testados, para verificar se são realmente eficazes contra o Covid-19.

Simone Silva

Já existem 30 medicamentos antivirais em vias de ser testados, para verificar se são realmente eficazes contra o Covid-19. Para além disso, quatro empresas farmacêuticas encontram-se a investigar a eficácia de uma possível vacina, de acordo com informações da ‘Farmaindustria’, citadas pelo ‘Cinco Dias’.

O funcionário da empresa revelou num comunicado que desde que o surto viral começou, foram vários os farmacêuticos do mundo inteiro, que mobilizaram esforços e equipas para encontrar um possível tratamento e até uma cura, para conter a propagação da epidemia.

Na lista dos medicamentos candidatos estão antivirais previamente testados em doenças como o Ebola e o HIV (Sida). Para além disso, existe outra linha de pesquisa que inclui inibidores da ECA (enzima de conversão da angiotensina) e drogas imunoterapêuticas.

De acordo com as informações compiladas pelas três principais federações da indústria farmacêutica em todo o mundo – Ifpma, Efpia e Phrma-, existem alguns tratamentos possíveis, tais como a combinação dos medicamentos antivirais Iopinavir e ritonavir, do laboratório americano ‘AbbVie’; o antiviral remdesivir, de ‘Gileade’; o inibidor de zanamivir, do britânico ‘GlaxoSmithLline’, ou o interferon, investigado pelas empresas farmacêuticas ‘Roche’, ‘Merck’ e ‘Bayer’.

Por outro lado, segundo a ‘Farmaindustria’, outro grupo de laboratórios está focado no desenvolvimento de uma possível vacina contra o coronavírus. Por exemplo, empresas como ‘Johnson & Johnson’ ou ‘Sanofi Pasteur’ trabalham há semanas para acelerar a criação desta vacina. A ‘GSK’ também trabalha em três canais de pesquisa, em parceria com o consórcio ‘Coalition for Epidemic Preparedness Innovations’, com a empresa chinesa de biotecnologia ‘Clover Biopharmaceutical’s’ e com a Universidade de Queensland na Austrália.

Continue a ler após a publicidade

Paralelamente, a Comissão Europeia (CE) lançou um projecto colaborativo com a indústria farmacêutica, no âmbito da Iniciativa Europeia para Medicamentos Inovadores (IMI), 50% financiada entre a CE e a associação europeia ‘Efpia’. O objectivo deste programa é promover a investigação de um possível tratamento entre pequenos grupos e centros de pesquisa, principalmente de universidades. A iniciativa recebeu um primeiro fundo de 45 milhões de euros.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.