Decretos de Trump já estão a ter efeito em Portugal: Embaixada em Lisboa obrigada a cancelar participação em concerto

O L’USAfonia estava a ser organizado pela Câmara Municipal de Lisboa em parceria com a embaixada dos EUA e fazia parte das celebrações do Black History Month (Mês da História Negra dos EUA).

Executive Digest

A embaixada dos Estados Unidos em Lisboa cancelou a sua participação no concerto L’USAfonia, previsto para o final de fevereiro no Teatro São Luiz. A decisão surge na sequência de uma ordem executiva assinada pelo Presidente norte-americano, Donald Trump, que determina o fim de programas de Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI) em todos os níveis da administração federal.

A informação foi comunicada esta quinta-feira à organização do evento através de um email enviado pela missão diplomática dos EUA em Portugal, citado pela CNN Portugal. No email, a embaixada esclarece que “as ordens executivas do Presidente Trump quanto a atividades de Diversidade, Equidade e Inclusão no setor federal ordenam as agências do ramo executivo dos EUA a terminar todos os programas que promovem a DEI a todos os níveis e atividades, independentemente da localização do parceiro ou do programa”.

O L’USAfonia estava a ser organizado pela Câmara Municipal de Lisboa em parceria com a embaixada dos EUA e fazia parte das celebrações do Black History Month (Mês da História Negra dos EUA). O concerto, de entrada gratuita, estava marcado para o dia 27 de fevereiro e tinha como objetivo reunir músicos lusófonos para interpretar temas do cancioneiro americano, abrangendo géneros como o soul, jazz e R&B, especialmente do período entre 1965 e 1975.

A Câmara Municipal de Lisboa ainda não comentou se o evento será cancelado ou se decorrerá sem a participação da missão diplomática norte-americana.

A ordem executiva assinada por Donald Trump na semana passada determina que o governo federal deve encerrar todos os programas de DEI considerados “ilegais e imorais”, implementados durante a administração de Joe Biden. O documento também incentiva o setor privado a “pôr fim às preferências e à discriminação ilegal DEI”, argumentando que tais políticas violam “o texto e o espírito das leis federais de longa data relativas aos direitos civis”.

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Esta medida faz parte de uma série de ações tomadas pela nova administração republicana para reverter iniciativas de diversidade e inclusão promovidas pelo governo anterior, gerando reações de vários setores da sociedade civil e da política norte-americana.

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