Médio Oriente: 14 mortos em bombardeamento israelita contra escola da UNRWA em Gaza

Segundo o porta-voz da Defesa Civil do Governo do Hamas no enclave da Faixa de Gaza, as equipas de socorro continuam à procura de eventuais mais vítimas

Executive Digest com Lusa

Pelo menos 14 palestinianos morreram e outros 18 ficaram feridos num novo bombardeamento, hoje, do exército israelita contra a escola al-Jaouni, em Nuseirat, no centro de Gaza, que albergava deslocados palestinianos, segundo o governo local.

Segundo o porta-voz da Defesa Civil do Governo do Hamas no enclave da Faixa de Gaza, as equipas de socorro continuam à procura de eventuais mais vítimas.

Entre os mortos estão dois funcionários da agência da ONU para os refugiados palestinianos (UNRWA), mulheres e crianças, e imagens de vídeo divulgadas nos momentos que se seguiram ao ataque mostram dezenas de pessoas a escavar os escombros para resgatar os corpos dos que ficaram presos pelos projéteis israelitas.

“Recentemente, sob a direção do exército e da agência de informação interna Shin Bet [serviços secretos], a força aérea levou a cabo um ataque de precisão contra terroristas que operavam no interior de um centro de controlo do Hamas na zona de Nuseirat”, anunciou hoje à tarde o exército israelita, aludindo à escola.

Segundo os militares israelitas, a escola al-Jaouni, em Nuseirat, estava a ser utilizada por milicianos palestinianos como espaço para planear e executar “ataques terroristas contra as tropas” de Israel.

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O gabinete de imprensa do governo de Gaza – dirigido pela organização islamista Hamas – informou que o centro albergava mais de 5.000 pessoas deslocadas.

As forças armadas israelitas afirmaram ter tomado medidas para “mitigar o risco de ferir civis”, tais como a utilização de munições de precisão, vigilância aérea e outros métodos de informação, embora normalmente façam estas afirmações sempre que atacam locais protegidos pelo direito humanitário internacional, tais como escolas ou hospitais.

Especificamente, o governo de Gaza alegou que Israel bombardeou mais de 18 escolas ou abrigos no campo de refugiados de Nuseirat.

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Os bombardeamentos ocorrem numa altura em que os principais hospitais do centro da Faixa de Gaza, al-Aqsa Martyrs e al-Awda, têm dificuldades em funcionar devido ao número crescente de vítimas que recebem e a outros problemas como a falta de eletricidade.

“Consideramos a ocupação israelita e a administração norte-americana totalmente responsáveis pela continuação do crime de genocídio e pela prática de massacres contra civis na Faixa de Gaza”, afirma o comunicado do governo.

As forças armadas israelitas, por seu lado, insistem que é o Hamas que abusa sistematicamente das infraestruturas civis “em violação do direito internacional”.

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