O Arco de Constantino, em Roma, ficou danificado na sequência da queda de um raio durante uma violenta tempestade que assolou a capital italiana: os moradores, indicaram os britânicos do ‘The Guardian’, relataram “cenas apocalípticas” após terem caído na cidade mais de 60 mm de chuva em menos de uma hora.
O raio que atingiu o monumento perto do Coliseu de Roma quebrou fragmentos da estrutura, que foram imediatamente recolhidos e protegidos por trabalhadores do Parque Arqueológico do Coliseu, de acordo com as autoridades da capital italiana. A extensão dos danos está a ser avaliada.
“O trabalho de recuperação por técnicos foi oportuno. Os nossos trabalhadores chegaram imediatamente após o raio. Todos os fragmentos foram recuperados e protegidos”, destacou o parque, em comunicado.
Roma foi atingida por uma tempestade repentina e poderosa que despejou mais de 60 mm de chuva em menos de uma hora, o equivalente a um mês de chuva no outono. O autarca romano, Roberto Gualtieri, descreveu-a como “uma explosão”.
Após as chuvas desta terça-feira, Sabrina Alfonsi, vereadora de Roma responsável pelo meio ambiente, indicou que “a força da tempestade foi repentina e não foi prevista por nenhum boletim meteorológico”. Os moradores da capital italiana deram conta das “cenas apocalípticas” vividas, com o metro, praças e ruas inundadas – uma parte do andaime de uma arquibancada dentro do Circus Maximus também desabou.
Os meteorologistas salientaram que temperaturas recordes no Mar Mediterrâneo contribuíram para as tempestades anormais que atingiram a Itália neste verão. A temperatura do mar atingiu 30 graus, três graus acima da média, durante dois meses de ondas de calor consecutivas.
Em 2023, houve 378 eventos climáticos extremos na Itália, um aumento de 22% em relação a 2022, de acordo com um relatório da agência ambiental ‘Legambiente’, publicado em dezembro último, sendo que os especialistas alertaram que tais eventos se tornarão mais frequentes e intensos.




