Um dia depois de o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, ter sido assassinado em Teerão, o líder supremo do Irão, o ayatollah Ali Khamenei, ordenou um ataque direto a Israel, revela esta quinta-feira o jornal ‘New York Times’.
Segundo a publicação, que citou três autoridades iranianas, incluindo dois membros da Guarda Revolucionária, Khamenei emitiu a ordem durante uma reunião de emergência do Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irão na manhã de quarta-feira, logo depois de Teerão ter anunciado a morte de Haniyeh.
Khamenei, que tem autoridade máxima sobre assuntos de Estado e atua como comandante-chefe das forças armadas, instruiu os comandantes militares da Guarda Revolucionária e do exército para se prepararem para ações ofensivas e defensivas caso o conflito se intensifique e Israel ou os EUA ataquem o Irão.
O líder supremo do Irão ameaçou “castigar” Israel pela morte do líder da ala política do Hamas, Ismail Haniyeh, considerando que, “com este ato criminoso e terrorista, o regime sionista [Israel] preparou o terreno para um duro castigo e consideramos que é nosso dever vingar o assassinato em território da República Islâmica do Irão”.
Recorde-se que em abril último o Irão lançou o seu maior e mais aberto ataque a Israel em décadas, disparando centenas de mísseis e drones em retaliação a um ataque israelita ao seu complexo de embaixadas que matou vários comandantes militares iranianos em Damasco, na Síria.
Comandantes militares iranianos estão a considerar outro ataque combinado de drones e mísseis a alvos militares nas regiões de Telavive e Haifa, evitando alvos civis, de acordo com as autoridades iranianas. Uma opção em consideração é um ataque coordenado do Irão e de outras frentes onde tem forças aliadas, incluindo Iémen, Síria e Iraque, para efeito máximo, disseram.
Haniyeh nasceu no campo de refugiados de Al-Shati, na Faixa de Gaza ocupada pelo Egito em 1962 e estudou na Universidade Islâmica de Gaza, onde se envolveu pela primeira vez com o Hamas.
Licenciou-se em literatura árabe em 1987.
Foi escolhido para dirigir um gabinete do Hamas em 1997 e em 2006 liderava a lista do movimento que venceu as eleições legislativas palestinianas, transformando-se no primeiro-ministro de um governo de unidade com o Fatah de Mahmud Abbas.
As divergências entre as duas formações terminaram com a expulsão do Fatah de Gaza e a tomada do poder no enclave pelas forças fundamentalistas, governado pelo Hamas desde 2007.
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