Gérald Darmanin, ministro do Interior de França, garantiu esta quarta-feira que não há ameaças concretas aos Jogos Olímpicos em Paris, que arrancam esta sexta-feira: a três dias da cerimónia de abertura, o responsável francês salientou que cerca de mil pessoas foram impedidas de comparecer às Olimpíadas devido a suspeitas de possível espionagem, um dos múltiplos desafios de segurança enfrentados para tornar o evento desportivo na capital francesa seguro para milhares de atletas e milhões de fãs.
Houve cerca de um milhão de verificações de antecedentes aos voluntários olímpicos, trabalhadores e outras pessoas envolvidas nos Jogos Olímpicos, além de candidatos a passes para entrar na zona de segurança mais controlada de Paris, às margens do rio Sena – estas verificações impediram a presença de cerca de 5 mil pessoas.
Destes, “há mil pessoas que suspeitamos de interferência estrangeira — podemos dizer espionagem”, realçou Darmanin, salientando que outros foram sinalizados por suspeita de radicalização islâmica, extremismo político de esquerda ou direita, antecedentes criminais significativos e outras preocupações de segurança, disse ele.
“Essas pessoas, não achamos que fosse uma boa ideia que fossem administradores de estádio, voluntários ou que acompanhassem delegações desportivas. De um milhão de pessoas, 5.000 não é muito e mostra o trabalho profundo do Ministério do Interior”, apontou.
Darmanin, que permanecerá numa função interina no Ministério do Interior até que seja formado um novo Governo, após as eleições legislativas no início deste mês, tem repetidamente apontado suspeitas de interferência apoiada pela Rússia. “Estamos aqui para garantir que o desporto não seja usado para espionagem, para ataques cibernéticos ou para criticar e, às vezes, até mentir sobre França e os franceses”, apontou, acrescentando que “a interferência e a manipulação de informações” não vêm apenas da Rússia, mas também de alguns outros países, que ele não listou. “É por isso que estamos em alerta e queremos que eles saibam que não somos ingénuos.”
Recorde-se que França mobilizou 35 mil polícias por dia para as Olimpíadas, que ocorrerão desta sexta-feira até 11 de agosto, com um pico de 45 mil oficiais de segurança para a cerinónia de abertura no rio Sena.
Além disso, 10 mil soldados da missão Sentinelle estão participando de operações de segurança na região de Paris. França também recebeu ajuda de mais de 40 países que juntos enviaram pelo menos 1.900 reforços policiais. “É claro que estamos particularmente a proteger a equipa ucraniana, que está obviamente sob considerável ameaça”, disse Darmanin.
O ministro do Interior havia revelado anteriormente que os atletas israelitas seriam protegidos 24 horas por dia pela unidade policial de elite GIGN, que é responsável pela proteção de autoridades governamentais e pelo combate ao terrorismo, entre outras coisas.
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