«Somos privilegiados». Multimilionários exigem pagar mais impostos

Mais de 120 milionários e bilionários exigiram, em carta aberta, pagar impostos mais altos para evitar uma «crise global», numa altura em que vários líderes políticos e económicos mundiais estão reunidos até amanhã no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suiça.

Executive Digest

Mais de 120 milionários e bilionários exigiram, em carta aberta, pagar impostos mais altos para evitar uma «crise global», numa altura em que vários líderes políticos e económicos mundiais estão reunidos até amanhã no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suiça.

Os signatários da carta, intitulada «Millionaires against Pitchforks», onde se incluem dois membros da Disney, o argumentista Richard Curtis, o co-fundador da Innocent Drinks Richard Reed e o empresário e filantropo Mo Ibrahim, descrevem-se como «os membros da classe mais privilegiada de seres humanos que já passaram pela Terra».

«Em muitos países, as tensões causadas pela desigualdade atingiram níveis de crise. A falta de confiança e o sentimento generalizado de injustiça estão a diminuir a coesão social básica. Este colapso dentro das nações exacerba as tensões entre os países», lê-se no texto. Com base nestes argumentos, defendem que «a comunidade global não conseguirá responder adequadamente à catástrofe climática que se aproxima» e que isso «será desastroso para todos, incluindo milionários e bilionários».

E apelam: «Pedimos que deem um passo em frente agora – antes que seja tarde demais – para exigir impostos mais altos e justos para milionários e bilionários dentro dos seus próprios países e para ajudar a prevenir a evasão e evasão fiscal individual e corporativa através de esforços internacionais de reforma fiscal».

A evasão fiscal atingiu «proporções epidémicas», dizem ainda, acusando as maiores empresas do mundo de «abusar de paraísos fiscais». Algumas, acrescentam, «não pagam qualquer imposto».

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«A solução para esta crise global requer impostos mais altos sobre milionários e bilionários como nós», reafirmam. É preciso, contudo, «trabalhar em conjunto para avançar com sistemas fiscais eficazes dentro dos nossos respectivos países e internacionalmente – ou que nos recusemos a fazer parte da solução e aceitar que se falharmos, seremos os culpados».

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