O ano de 2023 foi marcado por um desempenho extremamente positivo nos mercados de capitais globais, impulsionando um significativo aumento no retorno médio acionista.
De acordo com o relatório “2024 Value Creators Rankings” da Boston Consulting Group (BCG), entre 2019 e 2023, o retorno médio anual subiu de 7% para 12%, refletindo a robustez do setor globalmente.
A indústria de desenvolvimento de hardware emergiu como líder na criação de valor, alcançando um retorno médio anual de 27% ao longo dos últimos cinco anos. O estudo analisou o desempenho de 2.355 empresas em 35 setores diferentes, destacando o papel crucial do setor tecnológico na liderança deste crescimento, impulsionado pela Inteligência Artificial Generativa (IA Generativa) que contribuiu para a recuperação após desafios em 2022.
“Os resultados revelam um forte crescimento do setor tecnológico, mas também demonstram a capacidade de nos setores industriais tradicionais se alcançar um desempenho excecional em termos de criação de valor”, afirma Pedro Pereira, Managing Director e Senior Partner da BCG em Lisboa. “Neste contexto, e tendo em conta uma visão favorável sobre os índices de mercado globais, é importante que as empresas implementem estratégias coesas, que permitam a identificação de mercados promissores e o investimento em inovação, nomeadamente na transformação operativa necessária, perante as tendências e evolução em IA/IA Generativa e em sustentabilidade. Desta forma, as organizações conseguirão manter-se competitivas, criar valor a longo prazo e de forma sustentada, e garantir uma melhor preparação para enfrentar possíveis desafios”.
Por setor, o setor mineiro liderou com um retorno médio de 20% ao ano, seguido pela indústria de materiais de construção com 19%, e a indústria de maquinaria com 18%. Em contrapartida, setores dos cuidados de saúde, como a indústria farmacêutica e de tecnologia médica, enfrentaram desafios, refletindo a estabilização pós-pandêmica e uma menor atratividade para investidores a longo prazo.
Regionalmente, empresas da Ásia-Pacífico dominaram o ranking de criação de valor, ocupando 51 das 100 primeiras posições globalmente. Empresas norte-americanas também apresentaram um desempenho forte, com 38 empresas no top 100, enquanto as organizações europeias, apesar de representarem 20% da amostra, obtiveram apenas 9 das 100 primeiras posições.














