Um museu suíço retirou cinco pinturas, incluindo obras de Vincent van Gogh e Claude Monet, após a fundação que as possui solicitar uma investigação mais aprofundada sobre a sua origem, seguindo novas diretrizes dos Estados Unidos sobre como lidar com obras de arte saqueadas pelos nazis.
A Fundação E.G. Bührle Collection, proprietária das obras anteriormente exibidas no Kunsthaus Zürich, afirmou estar empenhada em alcançar uma “solução justa e equitativa” com os sucessores legais dos antigos proprietários, cujas identidades não foram reveladas.
O conselho da fundação solicitou uma nova avaliação das obras segundo as novas “melhores práticas” publicadas pelo Departamento de Estado dos EUA em março, que atualizam os princípios adotados em 1998 para tratar de arte confiscada pelos nazis.
Obras Retiradas
Entre as obras retiradas encontram-se as pinturas a óleo “Jardin de Monet à Giverny” de Claude Monet, datada de 1895, e “Der alte Turm” de Vincent van Gogh, de 1884. Além dessas, uma sexta pintura, “La Sultane” de Edouard Manet, também é considerada um “caso que merece atenção especial”, segundo um comunicado da fundação divulgado na última sexta-feira.
A fundação declarou estar pronta para fazer uma contribuição financeira ao espólio de Max Silberberg, um judeu alemão e colecionador de arte que morreu com a sua esposa no campo de extermínio nazi em Auschwitz, em relação à pintura de Manet, em respeito ao seu “destino trágico”.
As novas diretrizes dos EUA sobre a arte confiscada pelos nazis foram desenvolvidas para garantir que obras de arte adquiridas em circunstâncias questionáveis sejam tratadas de maneira ética e justa. O Departamento de Estado norte-americano enfatizou a importância de uma avaliação cuidadosa e de soluções que respeitem os direitos dos descendentes dos proprietários originais.






