‘Último round’ entre bombeiros e SNS decorre esta tarde para evitar “falência do sistema” e cobrança de taxas aos hospitais

António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, salientou ser inaceitável “continuar a receber mensalmente um subsídio de 4.890 euros e ter de pagar a um corpo de bombeiros 12.600 euros de ordenados e o INEM continuar a dizer que não tem dinheiro”

Francisco Laranjeira

A Liga dos Bombeiros Portugueses (LBP) vai reunir-se, esta quarta-feira, a partir das 15 horas, com a Direção Executiva do SNS e com a direção do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) – inicialmente marcado para as instalações da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde (SNS), no Centro Hospitalar Universitário de São João, no Porto, a reunião vai decorrer nas instalações do INFARMED, em Lisboa.

Em comunicado, a LBP indicou que “esta é a última reunião prevista no memorando de entendimento acordado entre as três entidades em janeiro passado”, garantindo que se pretende “a resolução dos problemas mais prementes dos bombeiros no âmbito da emergência pré-hospitalar, nomeadamente pela retenção de macas das ambulâncias dos bombeiros nos serviços de urgências hospitalares, a revisão do protocolo com o INEM, tendo em vista a disponibilidade dos bombeiros no sistema de socorro pré-hospitalar, e o ressarcimento das despesas inerentes aos serviços prestados pelo bombeiros”.

António Nunes, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, salientou ser inaceitável “continuar a receber mensalmente um subsídio de 4.890 euros e ter de pagar a um corpo de bombeiros 12.600 euros de ordenados e o INEM continuar a dizer que não tem dinheiro”.

“Não podemos continuar a ter o mesmo número de ambulâncias que tínhamos em 2011, temos de o aumentar, como também a qualificação, a gestão e a organização e isso faz parte desta gestão”, alertou o responsável.

Para António Nunes, “o que está em causa não é só a atualização da tabela de pagamentos (…) mas também os novos postos de emergência médica, que o INEM quer fazer sem atribuir ambulâncias para a sua execução”. “As nossas associações humanitárias estão, de tal forma, num sistema de subfinanciamento que não se aguenta. (…) É a falência do sistema e o INEM tem de entender isto”, insistiu o dirigente.

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Recorde-se que a LBP adiou a cobrança de taxas aos hospitais pela retenção das macas nas urgências, mostrando-se esperançado em encontrar uma solução “estrutural”, uma solução aprovada a 8 de janeiro. Os valores variavam conforme as horas de retenção: por cada duas horas após a primeira hora seriam aplicados 50 euros, no segundo bloco de duas horas 100 euros, no terceiro bloco de duas horas 150 euros e depois 150 euros por cada duas além dessas.

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