O presidente do Governo Regional da Madeira, Miguel Albuquerque ocultou, de acordo com o ‘Correio da Manhã’, 3,1 milhões de euros resultantes da venda da Quinta do Arco, em junho de 2017, ao Tribunal Constitucional (TC) – o líder demissionário entregou, desde então, várias declarações de rendimentos ao TC sem nunca ter declarado o valor da venda deste imóvel.
O caso está sob investigação do Ministério Público e Polícia Judiciária depois de ter chegado à Procuradoria-Geral da República uma denúncia anónima.
A primeira atualização das declarações de rendimentos de Miguel Albuquerque após este negócio decorreu três meses depois da venda da quinta ao fundo de investimento CA Património Crescente: o ex-presidente do Governo regional declarou vários imóveis urbanos e rústicos, sem, contudo, identificar a Quinta do Arco.
Nas várias declarações de rendimento entregues, Albuquerque nunca declarou poupanças e aplicações financeiras semelhante ao da venda da Quinta do Arco: o máximo que declarou foi de 547 mil euros, a maioria depositados numa conta à ordem.
O negócio Quinta do Arco terá sido, de acordo com o Ministério Público, uma compensação a Albuquerque por parte do grupo Pestana, como contrapartida da concessão do serviço público da Zona Franca da Madeira a uma firma controlada pelo grupo hoteleiro.
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