Agricultores que cortaram A4 em protesto desmobilizam após promessa de reunião com ministra

Maria do Céu Antunes irá falar com os responsáveis pelo protesto ainda hoje, por videoconferência, tendo ficado encontro marcado em macedo de Cavaleiros para ouvir as reivindicações dos agricultores locais.

Pedro Gonçalves
Fevereiro 8, 2024
11:16

Os agricultores que, esta manhã cortaram a autoestrada A4, na zona de Macedo de Cavaleiros, começaram a desmobilizar ao final da manhã, após a ministra da Agricultura ter prometido reuniões para ouvir estes profissionais. Está marcado já um encontro para segunda-feira, mas ainda antes a responsável vai ouvir as revindicações por videoconferência, hoje, a partir das 12h00.

Após este anúncio, a organização pediu aos manifestantes que desmobilizem “ordeiramente” e “seguindo as instruções das autoridades”.



“Vamos reunir com ela [referindo-se à ministra da Agricultura, Maria do Céu Antunes] hoje ao meio-dia na Câmara de Macedo [de Cavaleiros] via ‘online’ e na segunda-feira à tarde temos reunião [presencial] marcada para as 16:00 também na Câmara de Macedo”, disse Armindo Lopes, da organização deste protesto.

Dirigindo-se às dezenas de agricultores que hoje, desde as primeiras horas da manhã, estão concentrados com máquinas agrícolas e tratores na A4, Armindo Lopes anunciou, cerca das 10:15, que o chefe de gabinete de Maria do Céu Antunes tinha entrado em contacto para marcar as reuniões.

“O chefe de gabinete queria que a reunião fosse em Mirandela, mas nós começámos isto em Macedo [de Cavaleiros], por isso vamos terminar em Macedo”, assinalou.

Perante a marcação da reunião, a organização decidiu pela desmobilização do protesto.

“Vamos desmobilizar. Pedimos que todos de forma ordeira desmobilizem. A manifestação correu bem. Viemos sozinhos e conseguimos uma reunião com a ministra”, disse Armindo Lopes.

Em resposta, os agricultores aplaudiram e ouviram-se frases como “a vitória é nossa”.

Dezenas de agricultores cortaram hoje autoestrada A4, entre os nós de Lamas e Amendoeira, nos dois sentidos.

As alternativas ao trânsito estão a ser feitas pelas estradas nacionais, nomeadamente pela EN15.

Os agricultores deslocaram tratores e máquinas agrícolas para a via e foi derrubada uma rede de vedação.

Fonte da GNR indicou à agência Lusa que foram já identificadas algumas pessoas.

Este protesto visa exigir à tutela que as garantias de que os apoios de 2023 serão pagos este mês e acontece quando, um pouco por toda a Europa, decorrem marchas lentas de agricultores a exigir medidas, nomeadamente o aumento das taxas de importação e a diminuição da burocracia.

Em Portugal, os agricultores do Norte exigem medidas especificas para a região, nomeadamente verbas adequadas a cada território e a implementação de torres antigranizo.

Em Bragança, as marchas lentas que marcam a manhã decorrem no nó do IC5 e do IP2 entre Macedo de Cavaleiros e Carrazeda de Ansiães.

A organização estima que estejam concentrados cerca de 300 agricultores, de Macedo de Cavaleiros, Mirandela, Alfândega da Fé, Vimioso, Bragança, Vinhais, Mogadouro e Valpaços, no distrito de Vila Real em vários pontos de protesto.

*Com Lusa

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