O Hamas garantiu que o estabelecimento de um cessar-fogo permanente é “uma condição essencial” para chegar a acordo com Israel e libertar o resto dos reféns na posse do Movimento de Resistência Islâmica na Faixa de Gaza.
“O cessar-fogo permanente é uma condição essencial para qualquer passo futuro. O cessar-fogo será seguido pela troca de prisioneiros e pela reconstrução. O principal objetivo é parar a agressão contra a Faixa de Gaza e, quando isso for alcançado, podem ser discutidos o resto dos detalhes”, salientou o assessor de imprensa do chefe do gabinete político do Hamas, Taher al-Nono, em entrevista ao canal de televisão libanês ‘Al Mayadin’.
O movimento islamita palestiniano Hamas anunciou que recebeu e está a estudar uma proposta de acordo de cessar-fogo com Israel na Faixa de Gaza. A proposta resultou de uma reunião realizada em Paris no fim de semana entre representantes dos Estados Unidos, de Israel, do Qatar e do Egito.
O líder do movimento islamita, Ismail Haniyeh, que se encontra no Qatar, confirmou que “recebeu a proposta que circulou na reunião e que o Hamas está a examiná-la”, encontrando-se a preparar uma resposta à proposta, segundo um comunicado citado pela agência francesa ‘AFP’.
No entanto, o Hamas afirmou que são as autoridades israelitas que estão a bloquear o acordo. “É muito cedo para falar sobre o número de prisioneiros que serão libertados, mas estamos a tarbalhar para libertar os nossos e garantir que não sejam detidos novamente”, apontou.
De acordo com Osama Hamdan, um dos principais representantes do Hamas, acusou Israel de ignorar as iniciativas apresentadas pelo grupo terrorista para estabelecer um cessar-fogo. “O que os media inimigos publicam sobre um acordo visa apaziguar as famílias dos reféns detidos pela resistência. Apresentámos iniciativas e ideias concretas para chegar a um acordo de cessar-fogo, mas a ocupação ignorou-as”, salientou Hamdan.




