Portugal registou 87 mil casos de infeção respiratória em 2022/2023, aponta INSA

Dados foram apresentados na 9ª reunião de Vigilância Epidemiológica da gripe em Portugal

Francisco Laranjeira

A gripe o vírus sincicial respiratório (VSR), em 2022/2023, ‘atacaram’ em Portugal da forma mais precoce das últimas décadas, garantiu esta terça-feira Raquel Guiomar, responsável pelo Laboratório Nacional de Referência para o Vírus da Gripe e outros Vírus Respiratórios do INSA.

“Houve mais de 87 mil casos de infeção respiratória”, sendo que a maior proporção deu-se em casos de crianças com idade escolar mas também na população jovem e adulta até aos 30 anos.

Durante a apresentação da 9ª reunião de Vigilância Epidemiológica da gripe em Portugal, a responsável apontou que a prevalência da epidemia de gripe afetou principalmente a faixa etária entre os 15 e 64 anos, com 77% dos casos detetados pela rede Sentinela, com uma distribuição geográfica sobretudo concentrada no Norte e em Lisboa e Vale do Tejo. No entanto, todas as regiões de Portugal tiveram casos positivos.

“Esta foi a epidemia de gripe mais precoce que se tinha observado nas últimas décadas. Teve uma intensidade baixa mas com atividade gripal esporádica ao longo de todo o ano”, precisou, destacando que novembro de 2022 foi o mês mais ‘intenso’. O vírus mais prevalente foi, revelou o INSA, o Influenza A(H3).

No que diz respeito ao VSR, a maior prevalência verificou-se em crianças em idade escolar em Portugal, entre os 5 e 14 anos. “A epidemia foi muito precoce”, reforçou a especialista, sendo que o pico se deu na primeira quinzena de novembro último.

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Cerca de 60% das crianças infetadas tinham menos de 3 meses, sendo que a prematuridade e baixo peso eram os principais fatores de risco.

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