Jovens estão a fumar menos, mas a beber mais. Raparigas já ultrapassam rapazes na prevalência do consumo de álcool

Pelo menos 44% dos jovens portugueses fumaram no último ano, uma descida face ao registado em 2015 (52%), por outro lado, estão a consumir mais álcool.

Revista de Imprensa
Setembro 27, 2023
10:18

Pelo menos 44% dos jovens portugueses fumaram no último ano, uma descida face ao registado em 2015 (52%), por outro lado, estão a consumir mais álcool.

É o que revelam os dados mais recentes do Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD), citados pelo Jornal de Notícias, com base no inquérito realizado aos jovens de 18 anos que no ano passado participaram no Dia da Defesa Nacional.



Os números revelam que 9 em cada 10 jovens beberam álcool, 5 fumaram tabaco e três consumiram pelo menos uma substância ilícita (com maior prevalência da canábis). Comparando com os dados de 2015, fica evidente um crescimento da “prevalência e frequência de consumos de bebidas alcoólicas intensivos por ocasião” e agravamento dos “problemas atribuídos ao consumo de substâncias psicoativas”.

Nos dados mais recentes verifica-se uma nova tendência: pela primeira vez em sete anos deste inquérito, a prevalência do consumo de álcool no último ano é superior nas raparigas face aos rapazes (86% contra 84%, respetivamente).

Este aumento é também verificado na frequência: 18,3% dos jovens afirmaram consumir bebidas alcoólicas nos últimos 12 meses em 40 ou mais ocasiões. Mais de metade (54%) dos jovens ingeriram cinco ou mais bebidas alcoólicas por ocasião nesse período – o chamado ‘binge drinking’, dois terços embriagaram-se ligeiramente e um terço afirmou ter-se embriagado severamente.

O relatório do SICAD revela que a canábis é a substância ilícita consumida pro mais jovens, com prevalência de 28% ao longo da vida e 23% nos 12 meses anteriores e 14% nos 30 dias anteriores.

Um quarto dos jovens inquiridos revelou problemas associados ao consumo de álcool e drogas. No caso do consumo de bebidas alcoólicas, 17,5% identificam situações de mal-estar emocional e 12,2% de relações sexuais sem preservativo. Já quanto ao consumo de drogas as percentagens são de 7,4% e 6,4%.

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