O braço executivo da União Europeia prepara-se para recomendar o início das conversações de adesão com a Ucrânia, dando dessa forma um novo impulso a Kiev à medida que procura garantir que os aliados continuam com o apoio militar e financeiro devido à invasão russa.
Assim, de acordo com a ‘Bloomberg’, a Comissão Europeia vai recomendar o lançamento de um processo de adesão no próximo mês, insistindo no entanto no progresso em algumas áreas prioritárias, incluindo a corrupção. Assim que foi feita a recomendação, os líderes da UE terão de aprová-la, muito provavelmente na sua cimeira em dezembro. Depois, a Ucrânia iniciaria um longo processo para concluir as reformas e alinhar-se com a legislação da UE em mais de 30 áreas, incluindo o Estado de Direito e a economia.
Não existe um caminho rápido para acelerar os critério de adesão, que podem durar mais de uma década – a Croácia foi o último país a aderir ao bloco europeu e a sua candidatura durou 10 anos antes de ser formalmente aceite em 2013.
Para a UE, a adesão da Ucrânia é um teste crucial à capacidade do bloco para absorver novos membros e para adaptar o seu processo de tomada de decisões. A revitalização do alargamento do bloco de 27 membros surge num momento crítico, numa altura em que procura garantir que os países da Europa Oriental permaneçam na sua órbita, e não na da Rússia ou da China.
No início do próximo mês, em Granada (Espanha), os líderes da UE vão discutir o processo de alargamento e como se preparar para novos membros, incluindo as nações dos Balcãs Ocidentais e a Moldávia. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, garantiu que a UE deveria prosseguir a integração e ao mesmo tempo abrir as portas a novos candidatos, “para nos dar o peso geopolítico e a capacidade de agir”, salientando que “vimos os grandes avanços que a Ucrânia já fez desde que lhe concedemos o estatuto de candidato”, em junho de 2022.
Para desencadear o processo de adesão, a Ucrânia precisa de realizar progressos nas reformas: a Comissão Europeia sublinhou que aos Estados-membros esta semana que estão no bom caminho progressos em algumas reformas pendentes, incluindo a reforma do Tribunal Constitucional, e que é necessário mais na luta contra a corrupção e o branqueamento de capitais, na proteção das minorias e na redução da influência dos oligarcas no país. Entretanto, Kiev já concluiu reformas na governação dos órgãos judiciários e no setor dos meios de comunicação social.













