Começa esta segunda-feira o julgamento dos irmãos iraquianos Ammar e Yasser Ameen, acusados por crime de adesão a organização terrorista, naquele que e o terceiro caso na história da justiça portuguesa relacionado com terrorismo.
O julgamento devia ter começado em março deste ano, mas acabou adiado devido a um pedido de afastamento do juiz, feito pela defesa dos arguidos
Ammar e Yasser Ameen, irmãos iraquianos, de 35 e 33 anos, são acusados pela Justiça portuguesa de integrarem o movimento terrorista Daesh, começam a ser julgados e cada um responde por cinco crimes de adesão a organização terrorista.
O julgamento tem lugar no Campus de Justiça, em Lisboa.
O Ministério Público (MP), de acordo com uma nota então publicada no site da Procuradoria-Geral da República, acusou em setembro de 2022 os dois irmãos iraquianos, imputando-lhes a prática dos crimes de adesão a organização terrorista, crimes de guerra contra as pessoas e, quanto a um arguido, também, de crime de resistência e coação sobre funcionário.
No inquérito conduzido pelo Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) foi investigada a atividade dos arguidos enquanto membros do autoproclamado Estado Islâmico, nos departamentos Al Hisbah (Polícia Religiosa) e Al Amniyah (Serviços de Inteligência) durante a ocupação do Iraque por essa organização terrorista, designadamente entre 2014 e 2016.
Em Portugal desde março de 2017 ao abrigo do programa de recolocação para refugiados da União Europeia, Ammar Ameen e Yasir Ameen estão em prisão preventiva desde setembro de 2021, quando foram detidos pela Polícia Judiciária. Um dos irmãos trabalhava no restaurante Mezze, em Arroios (Lisboa), quando o primeiro-ministro, António Costa, e o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, visitaram o espaço reconhecido por integrar refugiados.
Um dos irmãos, Ammar Ameen, esteve em greve de fome no início de setembro.




