Mais de 1 em cada 3 portugueses já pediu emprestado mais de 10% do valor do seu rendimento

Um estudo recente mostra que, para além da hipoteca e cartão de crédito, 37% dos portugueses já pediu emprestado mais de 10% do valor dos seus rendimentos e 13% chega mesmo aos 25% do valor.

André Manuel Mendes

Um estudo recente mostra que, para além da hipoteca e cartão de crédito, 37% dos portugueses já pediu emprestado mais de 10% do valor dos seus rendimentos e 13% chega mesmo aos 25% do valor.

Um estudo da Intrum, realizado em 24 países da Europa com 24.000 participantes, mostra que um quarto dos inquiridos (26%) pediu dinheiro emprestado ou atingiu o limite do cartão de crédito para pagar contas nos últimos seis meses. Uma percentagem ligeiramente inferior face a 2021 (27%), mas superior a Portugal, onde este valor se situa nos 24%.

A entidade responsável pelo estudo acredita que estes números podem crescer à medida que o aumento das taxas de juro e a inflação provoquem os seus efeitos.

O estudo mostra ainda que um quinto dos entrevistados afirma ter menos perceção do seu endividamento de curto prazo em cartões de crédito e empréstimos, do que há 12 meses, valor que sobe de 18,5% para 22% em Portugal.

Este aumento mostra uma necessidade urgente de investir na educação financeira e de limitar os gastos. No entanto, “7% dos inquiridos portugueses não querem saber quanto dinheiro devem no total, valor muito abaixo da média europeia (15%). Os consumidores mais jovens são mais propensos a esta posição do que consumidores de gerações mais velhas”, considera o estudo.

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“Enquanto muitos consumidores estão a preparar-se para os desafios financeiros, reduzindo gastos e pensando cuidadosamente antes de se endividarem, sabemos que há alguns que se sentem sobrecarregados com a escala do problema e não sabem o caminho que devem seguir. O ónus recai sobre as empresas de serviços financeiros e outros credores para garantir que os seus clientes possam aceder a apoio e aconselhamento em caso de dificuldades”, considera Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum Portugal.

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