A Salsa Jeans pretende investir 7 milhões de euros na fábrica de Ribeirão, no concelho de Vila Nova de Gaia: o investimento pretende substituir todas as máquinas num período de 2 anos e da reformulação da área da investigação e desenvolvimento (I&D), assim como potenciar a eficiência energética – com a instalação de painéis fotovoltaicos – e aumentar a capacidade produtiva, de cerca de um milhão de calças por ano.
Detida a 100% pelo grupo Sonae, a empresa emprega atualmente 1.200 pessoas e registou no ano passado um volume de vendas de cerca de 200 milhões de euros – perto de 70% foram feitas nos mercados internacionais, num total de 44 países.
A empresa procura abrir, este ano, mais duas ou três lojas próprias em França, assim como as quatro primeiras na Irlanda, que se vão juntar a Portugal (59), Espanha (26) e França (12). Países Baixos, Itália e Bélgica estão também no radar. Incorpora ainda cerca de 30 lojas em regime de franchising em Malta, Eslovénia, Qatar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Líbano, Kuwait, Bahrain e Angola.
Recentemente, a marca lançou o projeto Infinity, serviço de reparação para prolongar a vida dos produtos. Assim, qualquer consumidor pode deslocar-se a um loja da marca para perceber se pode dar uma nova vida ao par de calças de ganga, casacos e vestidos. Os serviços custam entre 5 e 20 euros e a avaliação é feita pela marca depois do aconselhamento dos funcionários da loja. Em caso positivo, as peças de roupa são enviadas para o atelier da marca, em Vila Nova de Famalicão. Caso o cliente não quiser arranjar a peça de roupa, a empresa “assume a responsabilidade pelo fim do produto e dá-lhe o melhor fim possível: tentar repará-lo e ver quem pode ficar com ele; tentar pegar nele e colaborar com alguém para dar-lhe uma nova vida; ou se nada mais puder ser feito, [trata] da sua reciclagem”, salientou o diretor executivo da Salsa, Hugo Martins.




