Finlândia fica “mais segura” mas Stoltenberg garante que “não vão ser colocadas tropas da Nato” no país

Finlândia torna-se hoje o 31º membro da Aliança Atlântica.

Pedro Gonçalves

A Finlândia torna-se hoje o 31º membro da Nato, precisamente no dia em que a Aliança Atlântica assinala os seus 74 anos. Em Bruxelas, para a cerimónia do hastear da bandeira finlandesa na sede da Nato, Jens Stoltenberg, secretário-geral da organização, assegurou que não vão existir tropas da Aliança em território finlandês.

“Sou norueguês, tenho trabalhado de perto com a  Finlândia e conheço bem o contexto finlandês. Há uns anos seria impensável, mas agora a Finlândia é um membro da Nato e isso é histórico. Demonstra que é país independente, soberano e democrático, e a Nato tem a porta aberta às democracias”, começou por explicar Stoltenberg.



O secretário-geral da Nato apontou que as garantias de segurança passam a aplicar-se à Finlândia já a partir de hoje. “Hoje a Finlândia torna-se um membro a 100% da Nato, participa em todas as atividades e estrutura militar e todas as formas de trabalhar, mas mais importante é que, depois de se tornar um membro, a Finlândia tem garantias de segurança. O artigo 5.º de defesa coletiva também já se aplica à Finlândia”, garantiu, sustentando que o país “traz altas capacidades” para a Aliança.

“A Finlândia fica mais forte e mais segura e temos de garantir a segurança de todos os aliados”, sustentou, afirmando que também a Nato “fica mais forte” com o novo membro.

Jens Stoltenberg defendeu que a Suécia está “muito próxima” de se juntar à Nato, sendo que para isso falta “o último passo, ter a aprovação de todos os membros”.

“Participam em encontros, a partir do momento em que participam, estão mais próximos da adesão”, explicou.

Stoltenberg apontou ainda que “Putin é perigoso” e garantiu que a Nato vai continuar a “monitorizar de forma atenta o que está a fazer a Rússia”, apontando que não viu alteração na posição do país quanto a armas nucleares e que, por isso, também a postura da Aliança se mantém.

O responsável assegurou que a Nato não quer “provocar ou aumentar o conflito” mas sim “preveni-lo”.

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