Ucrânia: Soldados russos desobedecem a ordens e sabotam próprio equipamento

Um responsável dos serviços de informação do Reino Unido disse hoje que há soldados russos desmoralizados na Ucrânia a desobedecer a ordens e a sabotar o próprio equipamento, tendo abatido acidentalmente um dos seus aviões.

Executive Digest com Lusa

Um responsável dos serviços de informação do Reino Unido disse hoje que há soldados russos desmoralizados na Ucrânia a desobedecer a ordens e a sabotar o próprio equipamento, tendo abatido acidentalmente um dos seus aviões.

Jeremy Fleming, que dirige a agência de espionagem eletrónica GCHQ, fez estas declarações na capital australiana, Camberra.

O Presidente russo, Vladimir Putin, aparentemente, “julgou substancialmente mal” a invasão, disse.

“É evidente que ele julgou mal a resistência do povo ucraniano. Ele subestimou a força da coligação que as suas ações iriam galvanizar. Subestimou as consequências económicas do regime de sanções, e sobrestimou as capacidades dos seus militares para assegurar uma vitória rápida”, defendeu.

“Vimos soldados russos, com falta de armas e moral, recusarem-se a cumprir ordens, sabotarem o próprio equipamento e até a abaterem acidentalmente um dos seus aviões”, acrescentou.

Continue a ler após a publicidade

Fleming elogiou a “operação de informação” do Presidente ucraniano, Volodymyr Zelenskyy, por ser altamente eficaz na luta contra a campanha maciça de desinformação da Rússia.

Embora houvesse expetativas de que a Rússia ia lançar um grande ataque cibernético como parte da campanha militar, Fleming disse que tal movimento nunca foi uma parte central da estratégia padrão de Moscovo para a guerra.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.189 civis, incluindo 108 crianças, e feriu 1.901, entre os quais 142 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

Continue a ler após a publicidade

A guerra provocou a fuga de mais de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 4 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.