PR moçambicano parte para a China com financiamento na agenda da visita de Estado

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, vai tentar mobilizar financiamento para “projetos estruturantes” em Moçambique junto da China, para onde parte hoje, em visita de Estado de sete dias.

Executive Digest com Lusa

O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, vai tentar mobilizar financiamento para “projetos estruturantes” em Moçambique junto da China, para onde parte hoje, em visita de Estado de sete dias.


“No plano económico, o chefe do Estado irá mobilizar recursos para o financiamento de projetos estruturantes de elevado impacto social e económico, bem como impulsionar o relançamento da economia nacional, com enfoque nos setores prioritários, nomeadamente infraestruturas, mineração, energia e agricultura”, refere uma nota da Presidência da República.


O Presidente moçambicano, Daniel Chapo, realiza uma visita de Estado à China de 16 a 22 de abril, a convite do homólogo chinês, Xi Jinping.


A Presidência acrescenta que Moçambique “propõe-se reforçar a cooperação político-diplomática e económica com a China, bem como aprofundar a concertação em matérias de interesse comum da agenda internacional, com destaque para as questões do Sul Global, a reforma das Nações Unidas e as mudanças climáticas”.


A deslocação, refere ainda, “insere-se no quadro do aprofundamento e elevação da Parceria Estratégica Global” entre Moçambique e a China, “refletindo a vontade comum de consolidar os laços históricos de amizade, solidariedade e cooperação mutuamente vantajosa”.

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De acordo com a Presidência, acompanham o chefe de Estado deputados, membros do Governo e outros quadros do Estado moçambicano, estando agendado para as 11:00 locais (10:00 em Lisboa) de hoje, na Base Aérea, em Maputo, o ato solene de partida para a China.


O Governo chinês assumiu na terça-feira que esta visita vai aprofundar a parceria estratégica entre os dois países.


“Acredita-se que esta visita promoverá o desenvolvimento aprofundado da parceria estratégica abrangente entre a China e Moçambique e contribuirá para a construção de uma comunidade China-África sólida e com um futuro partilhado para a nova era, além de reforçar a solidariedade e a cooperação no Sul Global”, disse, em conferência de imprensa, em Pequim, o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, Guo Jiakun.

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“Atualmente, a confiança política mútua entre os dois países está a aprofundar-se, com resultados profícuos na cooperação em diversas áreas e na estreita cooperação em questões internacionais e regionais”, sublinhou Guo Jiakun.


Trata-se da primeira visita à China de Daniel Chapo — empossado como quinto Presidente moçambicano em janeiro de 2025 -, durante a qual estão previstas conversões com Xi Jinping e reuniões com o primeiro-ministro, Li Qiang, e o Presidente do Comité Permanente da Assembleia Popular Nacional, Zhao Leji, além de visitas também a Hunan e Qinghai.


O Presidente moçambicano transmitiu em 18 de fevereiro ao homólogo chinês o objetivo de reforçar a cooperação entre os dois países em 2026, reafirmando ainda o apoio ao princípio de “Uma só China”.


Chapo sublinhou ainda o significado especial deste ano, destacando os valores que orientam a relação bilateral: “O ano de 2026, proclamado como o Ano da Cooperação Povo-a-Povo, assume um significado especial, ao promover valores de amizade, solidariedade e compreensão mútua, que Moçambique partilha e cultiva no quadro da sua Parceria Estratégica Global com a China”.


Moçambique pagou em três meses de 2025 mais de 36 milhões de euros à China pelo serviço da dívida, que lidera entre os credores bilaterais do país, segundo dados do Ministério das Finanças de novembro. A dívida de Moçambique à China ascendia, no final de junho, a 1.347 milhões de dólares (1.158 milhões de euros).

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Antes, em outubro, o Governo chinês perdoou os juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até 2024 e fez uma doação de 12 milhões de euros ao país, anunciou então a primeira-ministra.


“Tivemos duas notícias positivas vindas do Presidente, Xi Jinping. Uma das notícias foi a doação ao nosso país de 100 milhões de yuan — a moeda chinesa — [equivalente a 12 milhões de euros] e o perdão dos juros dos empréstimos concedidos a Moçambique até o ano de 2024”, disse Benvinda Levi, ao chegar da China.


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