As forças russas estão a reagrupar-se mas não conseguem avançar em qualquer local na Ucrânia, disse a vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Malyar, esta segunda-feira.
“A partir de hoje, o inimigo está a reagrupar as suas forças, mas não conseguem avançar em qualquer local na Ucrânia”, disse em coferencia de imprensa, citada pela ‘Reuters’, sem oferecer evidências dos movimentos das tropas russas.
Segundo a responsável, as forças russas estão a tentar reforçar as posições que já ocupam e romper as defesas de Kiev, mas não têm esperança de tomar controlo da capital.
Malyar anunciou ainda na mesma ocasião que a Ucrânia não tem planos de abrir nenhum corredor humanitário para retirar civis de cidades sitiadas esta segunda-feira.
Em causa, adiantou ainda a governante ucraniana, estão relatórios de serviços de informação, que alertam para possíveis “provocações” russas ao longo das rotas.
Estas declarações urgem horas depois de as sirenes de ataque aéreo terem voltado a soar esta madrugada em várias cidades ucranianas, tendo sido noticiadas explosões em Lutsk, Rivne, Kharkiv, Jitomir e na capital, Kiev.
A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.119 civis, incluindo 139 crianças, e feriu 1.790, entre os quais 200 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.
A guerra provocou a fuga de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.
A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.
A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.



