Ucrânia diz que tropas russas estão a reagrupar-se mas garante que “não conseguem avançar”

As forças russas estão a tentar reforçar as posições que já ocupam e romper as defesas de Kiev, mas não têm esperança de tomar controlo da capital.

Simone Silva

As forças russas estão a reagrupar-se mas não conseguem avançar em qualquer local na Ucrânia, disse a vice-ministra da Defesa da Ucrânia, Hanna Malyar, esta segunda-feira.

“A partir de hoje, o inimigo está a reagrupar as suas forças, mas não conseguem avançar em qualquer local na Ucrânia”, disse em coferencia de imprensa, citada pela ‘Reuters’, sem oferecer evidências dos movimentos das tropas russas.

Segundo a responsável, as forças russas estão a tentar reforçar as posições que já ocupam e romper as defesas de Kiev, mas não têm esperança de tomar controlo da capital.

Malyar anunciou ainda na mesma ocasião que a Ucrânia não tem planos de abrir nenhum corredor humanitário para retirar civis de cidades sitiadas esta segunda-feira.

Em causa, adiantou ainda a governante ucraniana, estão relatórios de serviços de informação, que alertam para possíveis “provocações” russas ao longo das rotas.

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Estas declarações urgem horas depois de as sirenes de ataque aéreo terem voltado a soar esta madrugada em várias cidades ucranianas, tendo sido noticiadas explosões em Lutsk, Rivne, Kharkiv, Jitomir e na capital, Kiev.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que matou pelo menos 1.119 civis, incluindo 139 crianças, e feriu 1.790, entre os quais 200 crianças, segundo os mais recentes dados da ONU, que alerta para a probabilidade de o número real de vítimas civis ser muito maior.

A guerra provocou a fuga de 10 milhões de pessoas, incluindo mais de 3,8 milhões de refugiados em países vizinhos e quase 6,5 milhões de deslocados internos.

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A ONU estima que cerca de 13 milhões de pessoas necessitam de assistência humanitária na Ucrânia.

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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