“O mundo está à beira de muitas novas crises”, alerta presidente ucraniano

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou esta quarta-feira que o mundo poderá enfrentar novas crises, impulsionadas pela invasão russa ao país, que se vão estender a todo o planeta. 

Simone Silva

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, alertou esta quarta-feira que o mundo poderá enfrentar novas crises, impulsionadas pela invasão russa ao país, que se vão estender a todo o planeta.

“O mundo está à beira de muitas novas crises”, alertou o responsável em declarações esta manhã no Parlamento do Japão, destacando o facto de os mercados financeiros estarem em sobressalto.

A par disso, acrescentou, há ainda mais pressão sobre as cadeias logísticas, há novas ameaças ambientais, e há enormes riscos de segurança alimentar. “Esta invasão destabilizou o mundo todo”, afirmou o líder ucraniano

Zelensky disse ainda ao parlamento do Japão que as Nações Unidas falharam com o conflito no seu país e que são necessárias reformas, pedindo mais pressão sobre a Rússia.

O órgão internacional foi paralisado porque a Rússia é um membro permanente do seu Conselho de Segurança e efetivamente bloqueou a condenação ou ação sobre sua invasão da Ucrânia.

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“Nem as Nações Unidas nem o Conselho de Segurança da ONU funcionaram. São necessárias reformas”, disse o líder ucraniano. “Precisamos de uma ferramenta para garantir preventivamente a segurança global”, apelou.

Segundo o responsável, “as organizações internacionais existentes não estão a funcionar para esse propósito, por isso temos de desenvolver uma nova ferramenta preventiva que possa realmente impedir invasões”.

Zelensky elogiou também o Japão como “a primeira nação na Ásia que começou a pressionar a Rússia” e deixou um apelo: “Peço que continuem a impor sanções”, acrescentou.

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“Vamos fazer esforços para garantir que a Rússia queira e busque a paz. Embargos comerciais à Rússia devem ser introduzidos para impedir o tsunami da invasão contra a Ucrânia”, defendeu.

O líder ucraniano usou o discurso para o Japão, que continua assombrado pelo desastre nuclear de Fukushima em 2011, para alertar sobre os perigos que o seu país enfrentou com os ataques russos a centrais nucleares e o colapso de Chernobyl.

“No topo de reatores destruídos estão… instalações de processamento ativas de materiais nucleares. A Rússia transformou isso numa zona de guerra”, afirmou, alertando que seriam necessários anos para avaliar os possíveis efeitos ambientais da ocupação russa de Chernobyl.

Zelensky também repetiu as afirmações feitas por Washington de que a Rússia poderia estar a preparar-se para usar armas químicas, embora não tenha fornecido nenhuma evidência específica.

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