PJ procura novo suspeito da morte de polícia

Dois dos envolvidos já foram detidos, sendo hoje presentes ao juiz, mas o terceiro continua em fuga, e só poderá responder pelo crime quando for localizado pelas autoridades. 

Revista de Imprensa

A Polícia Judiciária (PJ) encontra-se à procura de um homem suspeito de estar envolvido nas agressões que vitimaram mortalmente um agente da PSP no passado sábado, avança a ‘CNN Portugal’.

Segundo a estação, dois dos envolvidos já foram detidos, sendo hoje presentes ao juiz, mas o terceiro continua em fuga, e só poderá responder pelo crime quando for localizado pelas autoridades.

Ao contrário dos dois elementos já detidos – que são fuzileiros – este trata-se de um civil, Clóvis Abreu, filho de um homem que, em Dezembro de 2020, foi morto pela GNR quando reagiu a tiro a um mandado de detenção, em Fernão Ferro, Seixal, adianta a ‘CNN’.

Apesar de ontem a PJ ter detido um outro homem por pensar que estaria envolvido neste caso, acabou por libertá-lo após perceber que não participou nas agressões que levaram à morte de Fábio Guerra.

Recorde-se que o agente morreu na segunda-feira pelas 09h58, “vítima das graves lesões cerebrais que sofreu”, depois de estar em coma desde o dia 19 de março, em que foi agredido, anunciou a PSP na manhã desse dia.

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O incidente ocorreu na madrugada de sábado, pelas 06:30, “no exterior de um estabelecimento de diversão noturna, na Avenida 24 de Julho”, tendo começado com agressões mútuas entre vários cidadãos.

Segundo relatou na altura a PSP, no local encontravam-se “quatro polícias, fora de serviço, que imediatamente intervieram, como era sua obrigação legal”, acabando por ser agredidos “violentamente” por um dos grupos, formado por cerca de 10 pessoas.

Durante a ação policial, um dos polícias foi “empurrado e caiu ao chão, onde continuou a ser agredido com diversos pontapés, enquanto os restantes polícias continuavam também a defender-se das agressões”, adiantou a PSP.

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Os agressores colocaram-se em fuga e não foi possível a sua identificação imediata, mas entretanto dois dos suspeitos já foram apanhados e detidos pela PJ, são fuzileiros que se preparavam para partir numa missão das Nações Unidas no estrangeiro nos próximos dias.

Os três agentes agredidos tiveram sábado alta do hospital e já prestaram declarações à PJ. Segundo fonte citada pela Lusa, os três agentes “já foram ouvidos em interrogatório pela Polícia Judiciária (PJ)”, ajudando a investigação em curso desta polícia.

A fonte indicou ainda que os agentes alvo de agressão atestaram que se identificaram como polícias ao intercederem numa desordem naquele local de diversão noturna e adiantou que a Marinha está a colaborar com a PJ na identificação de alguns dos suspeitos das agressões, por se tratarem de militares daquele ramo das Forças Armadas.

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