Crianças dormem em florestas enquanto a Polónia regista aumento de migrantes provenientes da Bielorrússia

Número de imigrantes que tentaram cruzar a fronteira da Bielorrússia para a Polónia atingiu um novo máximo do ano na passada segunda-feira

Francisco Laranjeira

O número de imigrantes que tentaram cruzar a fronteira da Bielorrússia para a Polónia atingiu um novo máximo do ano na passada segunda-feira, quando diversas pessoas foram retiradas de um acampamento perto da fronteira, revelou o Grupa Granica, nas redes sociais.

A coligação de instituições de caridade garantiu que os migrantes detidos no campo da fronteira na Bielorrússia receberam um ultimato para se mudar para as florestas ou atravessar a fronteira para a Ucrânia. A guarda fronteiriça polaca confirmou que 134 pessoas tentaram atravessar da Bielorrússia, enquanto as atenções estão concentradas mais a sul, na crise de refugiados causada pela invasão russa da Ucrânia – entre as pessoas detidas estavam incluídas 16 iraquianos resgatados dos pântanos.

Em janeiro, a Polónia começou a construir um muro de 186 quilómetros entre os dois países para tentar evitar a repetição do aumento de migrantes visto em 2020, quando cerca de 40 mil tentativas foram feitas para chegar à União Europeia através da Polónia.

A Bielorrússia montou no ano passado um centro de acomodação em Bruzgi, na fronteira com a Polónia, onde vários milhares de pessoas permaneceram no auge da crise, embora o Grupa Granica tenha garantido que apenas os mais vulneráveis ​​permaneceram no local no início desta semana, incluindo mães com filhos muito pequenos. Migrantes do Sri Lanka, Índia, Iémen, Síria e Turquia estão entre os que tentaram a travessia até agora este ano.

O Grupa Granica apontou, esta terça-feira, que 90 pessoas pediram ajuda nas últimas 24 horas, com mulheres e crianças em particular. “Estávamos a lidar com três ou quatro grupos bastante grandes com mais de 10 pessoas e que incluíam crianças”, apontou um responsável.

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