Um tribunal de Moscovo condenou esta terça-feira o crítico do Kremlin Alexei Navalny a mais nove anos de prisão por novas acusações de fraude, peculato e desacato ao tribunal, avança a imprensa internacional.
Para além dos nove anos de prisão, o mesmo tribunal ordenou hoje que o responsável pagasse uma multa de 1,2 milhões de rublos (10 mil euros).
Isto acontece depois de a juíza Margarita Kotova ter considerado Navalny culpado pelos mesmos crimes, num tribunal improvisado dentro da prisão de segurança máxima em Pokrov, perto de Mosvoco.
É neste local que Navalny já está a cumprir uma pena de 2,5 anos por violar a liberdade condicional, quando estava em recuperação pelo envenenamento que sofreu.
Os procuradores estaduais pediram na semana passada que o juiz sentenciasse Navalny a mais 13 anos de prisão por acusações de fraude e desacato ao tribunal, sabe-se agora que a pena é de nove anos.
Investigadores acusam Navalny de roubar para uso pessoal mais de 4,7 milhões de dólares em doações dadas às suas organizações políticas, que foram declaradas retroativamente “extremistas” no ano passado.
A porta-voz do opositor russo, Kira Yarmysh, expressou receios de que “Alexei fique cara a cara com aqueles que já tentaram matá-lo”, porque “nada os impedirá de tentar novamente”, sublinhou. “Agora estamos a falar não só sobre a liberdade de Alexei, mas também sobre a sua vida”, acrescentou.
Recorde-se que Navalny foi envenenado em 2020 com um agente nervoso enquanto fazia campanha na Sibéria e acusa os serviços secretos russos de tentativa de assassínio.
Depois de regressar à Rússia em janeiro de 2021, após ter passado vários meses a convalescer na Alemanha, Navalny foi detido e condenado a dois anos e meio de prisão. Desde então, o Ocidente exige insistentemente pela sua libertação.
O opositor russo está a ser julgado novamente por novas acusações de corrupção, que o Ocidente e algumas organizações não-governamentais (ONG) consideram meramente políticas.







