Extradição de rendeiro: Defesa e Ministério Público já reuniram. Documento foram selados

A reunião entre a defesa de João Rendeiro e o Ministério Público já aconteceu na manhã desta sexta-feira, com os documentos referentes à extradição do ex-banqueiro já selados prontos para para serem enviados para Portugal. 

Executive Digest

A reunião entre a defesa de João Rendeiro e o Ministério Público já aconteceu na manhã desta sexta-feira, com os documentos referentes à extradição do ex-banqueiro já selados prontos para para serem enviados para Portugal.

“Nos termos do acordo com o NPA (National Prosecuting Authority), os documentos vão para Portugal para se avaliar se estão intactos e para serem certificados, sendo que nos reservamos ao direito de argumentar sobre a autenticidade”, disse June Marks, numa resposta à Lusa.

A responsável explicou ainda, sobre o estado do atual processo, que os últimos dias têm sido dedicados ao trabalho na abordagem a um novo pedido de libertação sob fiança ainda em fevereiro.

O processo de extradição de João Rendeiro será discutido entre os dias 13 e 30 de junho no tribunal de Verulam, com uma sessão prévia de preparação a 20 de maio com a defesa e a NPA.

Detido em 11 de dezembro na cidade de Durban, após quase três meses fugido à justiça portuguesa, João Rendeiro foi, então, presente ao juiz Rajesh Parshotam, do tribunal de Verulam, que lhe decretou no dia 17 de dezembro a medida de coação mais gravosa, colocando-o em prisão preventiva no estabelecimento prisional de Westville.

Continue a ler após a publicidade

O ex-banqueiro foi condenado em três processos distintos relacionados com o colapso do BPP, tendo o tribunal dado como provado que retirou do banco 13,61 milhões de euros. Das três condenações, apenas uma já transitou em julgado e não admite mais recursos, com João Rendeiro a ter de cumprir uma pena de prisão efetiva de cinco anos e oito meses.

João Rendeiro foi ainda condenado a 10 anos de prisão num segundo processo e a mais três anos e seis meses num terceiro processo, sendo que estas duas sentenças ainda não transitaram em julgado.

O colapso do BPP, em 2010, lesou milhares de clientes e causou perdas de centenas de milhões de euros ao Estado.

Continue a ler após a publicidade
Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.