“Não pode ser outra coisa que não espionagem e uma tática russa”, acusa Ucrânia sobre acolhimento dos refugiados em Setúbal

Ihor Zhovkva, vice-chefe do gabinete do presidente ucraniano, exalta ainda a visita de António Costa à Ucrânia

Francisco Laranjeira

“Não lhe podemos chamar outra coisa que não seja espionagem. Não se pode recolher dados pessoais de refugiados ucranianos com o pretexto de que estão a ajudá-los a terem melhores condições em Portugal”, explicou esta sexta-feira Ihor Zhovkva, vice-chefe do gabinete do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, em entrevista à ‘SIC’, que destacou a visita do primeiro-ministro António Costa à Ucrânia.

Em Setúbal, Igor Khashin e a mulher receberam 160 refugiados no âmbito da Linha de Apoio aos Refugiados da câmara municipal, fotocopiaram os documentos de identificação e questionaram-nos sobre os familiares que ficaram na Ucrânia. Para Zhovkva, esta é uma “tática russa” e “um passo na direção da guerra hídrida”, o que suscita “preocupação porque quaisquer informações pessoais que possam ser usadas, sobretudo contra soldados ucranianos, são informações delicadas”.

Zhovkva destacou ainda que a visita de António Costa à Ucrânia – a primeira desde a independência do país, em 1991, é um “facto muito importante e simbólico” mas também “um grande desafio”, sublinhando que Zelensky vai agradecer “todo o apoio que Portugal já deu à Ucrânia”, tanto a nível de armamento, sanções ou no acolhimento de ucranianos. O presidente ucraniano deverá ainda falar da “possibilidade de apoio adicional de Portugal, em termos de recuperação económica”, assim como a sua integração europeia.

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