Uma das figuras mais influentes no desenvolvimento da inteligência artificial, Sam Altman, deixou um aviso preocupante: um ciberataque de grande escala, com impacto global, pode acontecer já nos próximos 12 meses.
De acordo com o UNILAD Tech, o CEO da OpenAI considera que os avanços rápidos da inteligência artificial estão a criar novas oportunidades – mas também riscos significativos, especialmente se esta tecnologia cair em mãos erradas.
Grande parte do debate público sobre a inteligência artificial tem-se focado no impacto no emprego ou no ambiente. No entanto, há um perigo emergente que começa agora a ganhar destaque: o uso da IA para ataques cibernéticos sofisticados.
Segundo o UNILAD Tech, os modelos de IA estão cada vez mais avançados e capazes, o que pode transformar esta evolução tecnológica numa vulnerabilidade global. Em particular, o acesso a modelos open source poderá facilitar a utilização maliciosa por parte de grupos criminosos.
Sam Altman afirmou que “é totalmente possível” que um ataque desta dimensão ocorra ainda este ano, sublinhando que evitar esse cenário exigirá um esforço coordenado e contínuo.
O responsável destacou que não basta tornar um único sistema seguro. A resposta terá de ser coletiva e envolver empresas tecnológicas, especialistas em cibersegurança e governos.
Altman referiu iniciativas como programas de acesso controlado e estratégias de reforço de segurança que já estão a ser desenvolvidas para mitigar estes riscos. Ainda assim, alertou que a complexidade da ameaça exige uma abordagem resiliente e permanente.
Risco de bioterrorismo também preocupa
Para além dos ciberataques, há outro cenário que preocupa: o potencial uso da inteligência artificial no desenvolvimento de ameaças biológicas.
Sam Altman explicou que os modelos mais avançados poderão vir a ser extremamente eficazes em áreas como a biologia, permitindo avanços importantes na cura de doenças. No entanto, essa mesma capacidade poderá ser explorada para fins perigosos.
Segundo o UNILAD Tech, o líder da OpenAI acredita que, enquanto os modelos mais avançados estiverem sob controlo de empresas responsáveis, será possível reduzir esses riscos. Ainda assim, alerta que o aparecimento de modelos altamente capazes e de acesso aberto poderá tornar este tipo de ameaça muito mais real.
Apesar dos esforços em curso, não existe ainda uma solução definitiva para estes riscos. A evolução acelerada da inteligência artificial está a ultrapassar a capacidade de resposta em alguns casos, aumentando a probabilidade de incidentes graves.
O alerta de Sam Altman reforça a necessidade urgente de preparação global para enfrentar um cenário que, até há pouco tempo, parecia distante — mas que agora está cada vez mais próximo de se tornar realidade.










