Tribunal inglês decide que chamar “careca” a um homem é assédio sexual

Homem que apresentou queixa em tribunal contra a antiga empresa vai ser indemnizado.

Fábio Nunes

Um tribunal em Inglaterra decidiu que chamar “careca” a um homem é assédio sexual. A decisão foi tomada num caso que opunha um eletricista e a empresa onde o homem trabalhava.

O The Guardian revela que Tony Finn trabalhou quase 24 anos na empresa British Bung Company, sediada em West Yorkshire, até ser despedido em maio do ano passado. Finn não ficou satisfeito com o fim da sua relação laboral e resolveu levar a empresa a tribunal, alegando, entre outras coisas, que foi vítima de assédio sexual após um incidente com o supervisor da fábrica onde trabalhava.

Finn alegou que durante uma discussão com o supervisor, Jamie King, este chamou-o de “c***** careca”. O queixoso explicou em tribunal que ficou mais chateado com o comentário relativo à sua aparência do que com a linguagem usada pelo chefe.

O painel de três juízes – constituído por três homens que lamentaram a sua falta de cabelo – consideraram que, uma vez que a perda significativa de cabelo é mais comum entre homens do que entre mulheres, usar a expressão careca para descrever alguém é uma forma de discriminação.

O tribunal deu assim razão à queixa apresentada por Tony Finn que vai ter direito a receber uma indemnização, cujo valor será estabelecido posteriormente.

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