O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira reconhece a grande subida nos preços doas alimentos, mas adianta que não continuar a escalar da mesma forma, mas que também não irão descer a pique em breve.
O governante apontou os efeitos da guerra na Ucrânia na produção agrícola, e explicou eu em todos os países o peço dos alimentos cresce mais do que a inflação, em termos gerais. Os receios do Governo, de grande subida de preços dos bens essenciais, segundo adiantou, vieram a confirmar-se. “Tivemos um crescimento muito grande dos preços”, apontou em entrevista à RTP3, relatando também impactos com aumento de preços dos fertilizantes e rações, que afetam vários setores de produção.
“O preço dos produtos alimentares ao consumidor aumentou menos do que o preço dos produtos alimentares no produtor. Ou seja, dá ideia que não é na distribuição que tem essencialmente ocorrido o aumento de preço. Também é preciso dizer que os preços dos produtos alimentares pagos ao produtor, em Portugal, são muito baixos, eram muito baixos”, explicou o ministro, recusando que que os abusos nas margens de lucro dos produtos alimentares sejam de algumas empresas de produção ou distribuição.
O governante exemplificou com o preço do leite, que já anteriormente não permitia “suportar todos os custos de produção”, e que agora aumentou substancialmente, apontado para uma “correção de algo que não era desejável”.
Siza Vieira considera que apontar responsabilidades é secundário, sendo que a prioridade é “pensar qual a melhor forma de ajudar a nossa população a atravessar este período”.
O governante explica que provavelmente vai verificar-se uma redução dos custos de produção que subiram no ano passado, como a energia e fertilizantes, mas avisa: “É possível que preço dos produtos alimentares não subam tanto nos próximos tempos, mas também não é previsível que vão baixar muito”.
O ministro da Economia afasta a hipótese de limitar os preços ou por um travão às margens de lucro em bens alimentares e de primeira necessidade: Francamente acho que não. Eu acho que, neste momento, não faz sentido”.
O responsável considera que, se a base for sempre os preços baixos, “nunca vamos conseguir remunerar melhor os fatores de produção, designadamente os salários”.





