Investir em ouro ou no S&P 500, índice que mede o desempenho de 500 das maiores empresas americanas de capital aberto, parece ser coisa do passado para os investidores. Há um ativo que está a ter crescimentos astronómicos.
E o que torna o champanhe tão especial? Vejam-se os números. Uma caixa de Chardonnay 2012 Salon Le Mesnil viu a sua avaliação disparar 232%, de 4.312 euros par 11.635 euros, de acordo com a Liv-Ex Champagne 50, a Bolsa Internacional de Vinicultores de Londres.
Este índice superou o ouro, o FTSE (as 100 ações representativas da Bolsa de Valores de Londres), o S&P 500, e até as regiões de Bordéus e Borgonha.
A Bloomberg revela que, há uma década, os melhores espumantes do mundo representavam apenas 2% das negociações do mercado secundário na Liv-Ex. Essa participação subiu e tornou-a na terceira região mais negociada, atrás de Bordéus e Borgonha (18,7%) em novembro de 2022.
Robbie Stevens, da Liv-Ex, explicou à ‘Bloomberg’ que o interesse no investimento em champagne começou há alguns anos, quando os compradores começaram a perceber como os grandes exemplares subvalorizados eram comparados com os melhores Bordeaux e Borgonha. “Um catalisador foi o lançamento da extraordinária colheita de 2008… e depois a série de grandes colheitas que se seguiram – 2012, 2013 e 2014”.
Foi neste momento que os investidores ficaram entusiasmados e olharam para trás para esgotar as colheitas anteriores.
Outro impulsionador da procura pode ser a ansiedade sobre como o aquecimento global que afetará a qualidade e o estilo das colheitas futuras.
Antigamente, apenas algumas grandes marcas famosas, como Louis Roederer Cristal e Dom Perignon, tinham um estatuto para investimento. Agora, o leque ampliou para incluir champanhes de produtores com reputação de alto nível, feitos por pequenas propriedades que cultivam as suas próprias uvas. O champanhe Jacques Selosse da colheita de 2008, por exemplo, viu o seu valor duplicar em apenas alguns anos.
Com base nas recomendações da Cult Wines, Charles Curtis e Vinovest, a ‘Blloomberg reuniu oito champanhes interessantes para investir:
- Dom Perignon de 2008 (346 euros)
- Krug Vintage Brut de 2006 (369 euros)
- Louis Roederer Cristal de 2012 (318 euros)
- Vintage Rare Brut Millesime de 2008 (161 euros)
- Cédric Bouchard Roses de Jeanne Les Ursules Blanc de Noirs de 2017 (295 euros)
- Dhondt-Grellet Le Bateau Vieilles Vignes Extra Brut de 2016 (230 euros)
- Egly-Ouriet Grand Cru Millesime Brut de 2013 (738 euros)
- Jacques Selosse Grand Cru Extra Brut Millesime 2009 (1.662 euros)
*Este artigo não substitui a consulta de um especialista em investimentos e baseia-se apenas na opinião de profissionais do setor.




