Os clientes britânicos da Primark têm apelado ao boicote da grupo retalhista: em causa está a introdução de vestiários mais neutros em termos de género nas suas lojas, uma medida que, garantem, pode ser prejudicial para as mulheres, revelou esta segunda-feira o jornal britânico ‘The Express’.
As críticas começaram a surgir após a empresa irlandesa de vestuário e acessórios ter instalado mais áreas de vestiários unissex nas suas lojas ao longo de todo o Reino Unido. No entanto, as queixas de uma cliente nas redes sociais tornou-se viral, no passado sábado, no qual apontou terem entrado dois homens enquanto se vestia num vestiário de género neutro, o que fez despoletar as críticas.
O porta-voz da Primark disse: “Lamentamos muito a experiência desta cliente. Não deveria ter acontecido e estamos a investigar com urgência. Atualmente, estamos a rever a nossa abordagem aos provadores nas nossas lojas para garantir que sejam sempre espaços seguros e inclusivos para todos.”
A empresa começou a introduzir os provadores inclusivos em março de 2019, uma decisão tomada após reclamações de clientes transgéneros de tratamento injusto.
Este fim de semana, o boicote da hashtag Primark estava em alta na rede social ‘Twitter’, o mesmo que se tinha verificado, em março de 2019, com os clientes que protestavam com a medida. Em 2019, a Primark disse que introduziu “provadores sem género para melhorar a experiência do cliente”.













