O Projeto InfraCrit junta a Universidade do Minho, a Universidade de Coimbra e a PH Informática, e tem como objetivo proteger infraestruturas críticas em eventos extremos como cheias, fogos, sismos, atentados e acidentes industriais ou nucleares.
Pretende-se com este projeto salvaguardar sistemas de saúde, de energia, de transporte, de telecomunicações e de distribuição, entre outros, e procurar minimizar perdas humanas e materiais, tensões e gastos acrescidos em todo o mundo.
O projeto já se encontra em fase de testes em Guimarães e Gaia, conta com a parceria da Autoridade Nacional de Proteção Civil, e é financiado em 725 mil euros pelo Portugal 2020/FEDER.
“Esta inovação vai gerir infraestruturas-chave segundo índices de criticidade, evolução temporal e avaliação dos impactos, além de simular sinistros graves de origem natural ou humana, permitindo estabelecer agilmente medidas de previsão, mitigação, atuação e aumento de redundância naquelas infraestruturas”, descreve José Campos e Matos, professor da Escola de Engenharia da Universidade do Minho e investigador do Instituto de Sustentabilidade e Inovação em Engenharia de Estruturas (ISISE).
Os promotores deste projeto sublinham que o efeito desta nova tecnologia não é o aumento da faturação das empresas, mas sim a redução de custos e prejuízos resultantes da gestão eficaz de antecipação e prevenção.
“A destruição parcial ou total de infraestruturas resulta na maioria dos casos na perda de vidas humanas, a pior consequência de um incidente, mas também em prejuízos materiais, desde redes de transporte (aéreos, rodoviários, ferroviários e marítimos), de energia (elétrica, eólica, hídrica, refinarias, centrais nucleares), de tecnologia (internet, centros informáticos, software) ou sociais (edifícios culturais, comerciais, desportivos, financeiros), gerando assim tensões sociais e mais despesa para o Estado e os privados”, explicam.








