Segundo os dados divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística, o Índice de Volume de Negócios no Comércio a Retalho subiu para 13,9% em fevereiro de 2022 face a 10,0% no mês anterior.
O INE explica que esse aumento é “indissociável de um efeito base, particularmente intenso no comércio não alimentar”, sendo que o índice contraiu 14,2% em fevereiro de 2021 devido ao confinamento decretado no início desse ano.
O crescimento do indicador reflete as dinâmicas totalmente diferenciadas dos agrupamentos de Produtos Alimentares e de Produtos Não Alimentares em termos homólogos, que também foram influenciadas pelo efeito base acima mencionado.
Os Produtos Alimentares registaram uma variação negativa de 2,4%, depois de terem subido 2,8 pontos percentuais no mês anterior e os Produtos Não Alimentares a acelerarem 11,4 pontos percentuais, um aumento para 30,4% face a 19% em janeiro.
Para além destes dois setores, o dos Têxteis, vestuário, calçado e artigos de couro registou um aumento bastante acentuado de 157,9% em fevereiro, face a uma contração de 68,8% em fevereiro de 2021.
Os agrupamentos de Produtos Alimentares e Produtos não Alimentares passaram de variações mensais de, respetivamente, -7,0% e 0,3% em janeiro, para -1,0% e 4,7% em fevereiro.
Já os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas registaram variações homólogas de 4,6%, 6,9% e 20,7%, respetivamente.
Em termos mensais, os índices de emprego, remunerações e horas trabalhadas registaram variações de -0,3%, 0,6% e -0,1%, respetivamente.




