O Banco de Portugal definiu novos limites no que respeita ao crédito habitação, e a partir de 1 de abril há uma nova maturidade máxima das novas operações de crédito à habitação em função da idade dos mutuários. Com este ajuste, as prestações podem subir em 12%.
Esta é a conclusão da mais recente nota da BA&N Research Unit sobre os impactos da limitação à maturidade dos créditos à habitação em função da idade.
A maturidade máxima destes créditos está situada nos 40 anos para mutuários com idade inferior ou igual a 30 anos, passando a 37 anos para mutuários com idade superior a 30 anos e inferior ou igual a 35 anos, e de 35 anos para mutuários com idade superior a 35 anos.
Desta forma, o mesmo financiamento pode ter prestação 12% mais cara se o cliente tiver 35 em vez de 30 anos.
“Supondo um crédito de 100 mil euros ao qual tenha sido atribuído um spread de 1,2%, que esteja indexado à Euribor a 12 meses (que está em -0,25%, em média, em março), a prestação a pagar por quem tem idade até ou igual a 30 anos é de 250,50 euros. No caso de o mutuário ter uma idade superior, até 35 anos, inclusive, o mesmo financiamento implica um encargo mensal com a prestação da casa de 267,21 euros. São mais 16,71 euros por mês, 200,54 euros ao final de um ano. A fatura ao final de cada mês fica ainda mais pesada no caso de clientes que tenham uma idade superior a 35 anos… Neste caso, o mesmo financiamento considerado para a simulação, mas com um prazo mais curto, tem um custo mensal de 279,96 euros, ou seja, 11,76% mais do que pagaria antes desta nova regra. É um extra mensal de 29,46 euros face à prestação de quem tem até 30 anos, mas de 12,75 euros (4,77%) comparativamente a mutuários com entre 30 e 35 anos”, dá como exemplo a BA&N Research Unit.
No entanto, o estudo alerta que apesar de esta medida agravar as prestações mensais dos mutuários com mais idade, acabará por reduzir o valor total que estes vão pagar pelo financiamento já que a amortização será mais célere.














