Portugal também precisa de importar talento em IT, não apenas exportar, diz Nuno Loureiro da academia Le Wagon

Para que se consiga analisar a escassez de talento na área de IT, Nuno Loureiro, Diretor Geral Europa do Sul da Le Wagon, explica que é preciso ter em consideração não só a procura por parte das empresas, como também a oferta disponível desse talento no mercado.

Mariana da Silva Godinho

Para que se consiga analisar a escassez de talento na área de IT, Nuno Loureiro, Diretor-Geral Europa do Sul da Le Wagon, explica que é preciso ter em consideração não só a procura por parte das empresas, como também a oferta disponível desse talento no mercado.

“No contexto de procura, a tecnologia tem assumido cada vez maior centralidade nos produtos e serviços das empresas, quer pela sua utilização para aumento da proximidade com o cliente final, como numa lógica de automação de processos e capitalização dos dados gerados”, explica o Diretor-Geral.

A pandemia acelerou o processo de deslocalização do emprego deste setor, e houve mais talento português a ser contratado para fora do país, uma vez que é considerado como talento de enorme valor e de baixo custo relativo.

No entanto, a procura não tem acompanhado a oferta e Nuno Loureiro explica que o número de candidatos formados em áreas de STEM (Science, Technology, Engineering and Maths) não chega, nem em quantidade nem em qualidade, para satisfazer as necessidades de mercado.

A forma de dar a volta a esta situação é, no curto prazo, aumentar os complementos à formação mais tradicional e dar maior visibilidade e apoio a métodos de formação mais inovadores.

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“Complementarmente, será importante deixarmos de ser maioritariamente exportadores de talento e passarmos, sobretudo num contexto de trabalho remoto, a sermos também importadores”, acrescenta Nuno Loureiro.

Por fim, no longo prazo, a opinião do responsável é necessário ser feito um debate mais alargado sobre a visão estratégica do Ensino em Portugal, para que se reduza o desequilíbrio tão significativo da escassez de talento em algumas áreas e o excesso noutras.

Relativamente aquilo que as empresas procuram nos profissionais na área de IT, a Le Wagon, que é uma escola de programação que oferece bootcamps de web development e data science, conclui que as empresas que recrutam os seus alunos procuram uma combinação entre uma “base de lógica de programação robusta, boas capacidades de comunicação e trabalho em equipa e uma enorme vontade de aprender”.

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