Perante o tema do papel das mulheres das multinacionais, Magda Faria, Head of CSR, VINCI Energies Portugal, prefere falar da ideia de equidade e direito à diferença mais do que igualdade de direitos, apesar de também ser importante.
“As boas práticas de liderança estão identificadas e não têm género. E o género pode – pelas suas diferenças – catalisar uma ou outra prática”, explica a responsável em declarações à Executive Digest.
Cada empresa é diferente e já há algumas que já têm como compromisso adotar as “opções certas de gestão, apoiando-se na diversidade e inclusão como um ponto de diferenciação notório”.
No entanto, Magda Faria deduz também que existam empresas que apenas recorram a alterações baseadas na diversidade e inclusão por pressão ou exposição, o que depois não provoca alterações nas convicções ou mesmo nas ações concretas.
Relativamente ao que ainda pode ser feito, não passa apenas pelas empresas, mas também pelos líderes, pelo ser humano, pelo setor e pela própria sociedade, que têm de promover um melhor equilíbrio para a obtenção dos resultados pretendidos.
“Posso atestar que num modelo de gestão humanista e vocacionado para o valor de longo prazo, o estímulo da diversidade é uma das muitas dimensões que catalisa o sucesso e a sua sustentabilidade. E existem muitas outras que combinadas são garantia da tal maturidade”, explica Magda Faria.
Apesar de acrescentar que a comunicação social está a fazer a sua parte na promoção da pluralidade e da igualdade de gênero, diz que é da responsabilidade das lideranças “patrocinar essa transformação e, com coragem, irem mais além; e, às academias, promoverem o acesso a profissões tendencialmente mais associadas a um ou outro género”.









