Escassez de mão-de-obra dispara mas salários não sobem. O que se passa?

A escassez de mão-de-obra é patente em vários setores, sendo os mais afetados a hotelaria, restauração e construção civil. Porém, apesar deste ritmo a subida dos salários continua presa à atualização do salário mínimo, seja por via do regime automático, seja através dos aumentos extraordinários. Afinal o que se passa?

Revista de Imprensa

A escassez de mão-de-obra é patente em vários setores, sendo os mais afetados a hotelaria, restauração e construção civil. Porém, apesar deste ritmo a subida dos salários continua presa à atualização do salário mínimo, seja por via do regime automático, seja através dos aumentos extraordinários. Afinal o que se passa?

Olhando lá para fora, no total da UE, a Comissão Europeia também não encontra “pressões salariais aparentes”, algo que é explicado “pelo facto que a definição dos salários tender a reagir com um intervalo de tempo relativamente à alteração de condições no mercado de trabalho”, como refere o jornal ‘Público’.



Em Portugal, o professor de Economia da Universidade do Minho, João Cerejeira, entrevistado pela publicação, explica que o aumento do salário médio a que se tem vindo a assistir “tem muito a ver com a atualização do salário mínimo nacional”.

Caso os salários aumentem será “por uma questão de concorrência pelo trabalho”. No entanto, “é preciso que as empresas sejam viáveis com esses salários mais altos. Se não forem, vão à falência e os empregos perdem-se”, adverte o especialista.

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