Este ano, o Estado tem direito a ficar com uma participação de cerca de 2,7% do Novobanco, no entanto, caso a Lonestar ou Fundo de Resolução se oponham, podem comprar essa posição por 169 milhões de euros, um montante que impede a transação, tendo em conta os preços praticados atualmente e os valores que envolveram a venda da instituição financeira, há quatro anos, adianta esta terça-feira o ‘Expresso’.
O processo de reestruturação do banco termina no fim deste ano mas ainda deverá demorar alguns meses até Bruxelas finalizar formalmente.
Na última semana de outubro, questionado sobre se o banco continuará a receber dinheiro do Estado em 2022 para se recapitalizar (através do Mecanismo de Capital Contingente, criado em 2017 na venda de 75% do banco à Lone Star), apesar de na proposta do Orçamento do Estado não constar qualquer valor inscrito, António Ramalho não quis falar do tema.
O presidente executivo do Novo Banco disse apenas que o banco tem diferendos na Justiça arbitral com o Fundo de Resolução (o novo banco considera que há valores que o Fundo deveria pagar mas com que este não concorda) e que só falará no final do processo judicial.
Na apresentação da nova imagem de marca do Novo Banco, num balcão remodelado da Avenida da República, em Lisboa, Ramalho repetiu muitas vezes a palavra “renascimento”, considerando que a nova imagem marca uma nova fase da vida do banco.
“O banco viveu um período de 7 anos, 3,5 anos a resolver [o legado do BES] e 3,5 anos a restaurar. Agora é o renascimento”, disse.
O presidente do Novo Banco disse que a nova imagem é a voz dos colaboradores, pois contou com as suas ideias: “Foram os colaboradores os heróis incógnitos que preservaram a instituição e a trouxeram até aqui”.
A renovação da nova imagem do banco será progressiva, estando prevista a renovação de 50 balcões até final da semana e 100 até final do ano. Os restantes balcões serão remodelados ao longo de 2022, segundo o banco.
O Novo Banco vai também mudar os serviços centrais de Lisboa da Avenida da Liberdade e da Rua Castilho para o Tagus Park, em Oeiras, em 2022.
António Ramalho disse que quando isso for feito os edifícios serão vendidos. “Faremos o que temos feito com o passado, desfazermo-nos”, afirmou.




